Virando do avesso

E se tudo o que falamos voltasse em sentido contrário?

Empatia é algo que precisa permear todas as nossas ações. Em sua forma mais crua é o que diz a lei de Talião (olho por olho) e de uma forma mais civilizada a lei de Ouro (faça ao outros o que deseja que façam a você). O que seria melhor como possibilidade: pagar mal com mal ou propor sempre alternativas onde todos possam sair ganhando? Seria melhor reagir ao menor aceno de ameaça ou entender o contexto da outra pessoa para conseguir recuperar situações perdidas? Seria melhor sair atacando pedras ou sair para o abraço?

Antes de responder a essas perguntas ou pensar que são meramente retóricas, avalie seu comportamento no Facebook por exemplo. Você é da turma que tira selfie com golfinho, da turma que reclama de quem faz selfie com golfinho ou da turma que evita a todo custo que pessoas façam selfie com golfinhos, explicando as possíveis consequências disso? Você é da turma que fica indignada com o textão do gringo, da turma dos petralhas, da turma dos coxinhas ou da turma que que fazer com que as coisas fiquem diferentes e dignas?

Existem diversos níveis de ações e de reações. Existem também diversos níveis de consciência a respeito de nossa postura e da postura dos outros. Existem formas mais egoístas e formas mais colaborativas de trabalho. Existem as palavras ao vento e posições políticas construídas de forma sólida e consistente.

Engajamento não é só dar um like ou clicar em comprar. Depende de uma postura muito mais profunda que seleciona o que quero ou não dar like, que informações quero ou não consumir, que imagem quero ou não criar. Podemos errar nesse processo de construção. Mas

Empatia não acontece só quando a gente acha que o outro vai gostar: acontece quando a gente entende o porquê do outro gostar ou não. Quando a gente sai do conforto das nossas ideias e vai buscar desafios para testar novas hipóteses. Quando a gente consegue discordar de pontos de vista diferentes dos nossos e justificar nossas razões, ao invés de arrasar as pessoas para evitar discutir as ideias.

Parece familiar? Só não é fácil…