Fixo vs Crescimento

Os dois mindsets que definem nossas vidas. De Maria Popova

Renato Freire
Mar 16, 2014 · 14 min read

Este texto é uma tradução do seguinte post: http://www.brainpickings.org/index.php/2014/01/29/carol-dweck-mindset/

Como ajustar o monólogo interno que permeia todos os aspectos das nossas vidas, de liderança até o amor

Se você imaginar menos, menos será o que você indubitavelmente merece.” Debbie Millman aconselhou em um dos melhores discursos em formatura de todos os tempos, alertando: “Faça o que você ama, e não pare até você ter o que você ama. Trabalhe o mais duro possível, imagine imensidões…” Longe da banalidade de Pollyanna, este conselho realmente reflete o que a psicologia moderna sabe sobre como o sistema de crenças sobre as nossas próprias habilidades e potenciais abastecem nosso comportamento e predizem nosso sucesso. Muito desse conhecimento vem do trabalho da psicóloga de Stanford Carol Dweck, sintetizado em seu notável livro “Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso”, que explora o poder de nossas crenças, tanto consciente quanto inconsciente, e como mudando mesmo a mais simples delas pode ter profundo impacto em quase todos os aspectos das nossas vidas.

Uma das crenças mais básicas que carregamos sobre nós mesmos, Dweck descobriu em sua pesquisa, se refere como nós percebemos e guardamos o que nós consideramos ser nossa personalidade. Um “mindset fixo” assume que nosso caráter, inteligência e criatividade são estáticas, dado que nós não podemos muda-las de nenhuma maneira significativa e sucesso é a afirmação dessa inteligência inerente, uma prova dessas habilidades medidas contra um padrão igualmente fixo; lutando por sucesso e evitando fracassos a todo o custo se tornou um jeito de manter a noção de ser inteligente ou habilidoso. Um “mindset de crescimento”, por outro lado, vibra com desafios e vê fracassos não como uma evidencia de falta de inteligência mas como uma animadora plataforma para crescimento e para aumentar nossas habilidades existentes. A partir desses dois mindsets, que nós manifestamos desde muito cedo, aflora boa parte de nosso comportamento, nossas relações com o sucesso e os fracassos, tanto no contexto pessoal como no profissional, e, por fim, nossa capacidade de ser feliz.

As consequências de acreditar que inteligência e personalidade podem ser desenvolvidas ao invés de serem características imutáveis, Dweck descobriu em suas duas décadas de pesquisa tanto com crianças quanto com adultos, são notáveis. Ela descreve:

Por 20 anos, minha pesquisa tem demonstrado que a visão que você adota para você mesmo afeta profundamente a maneira como você lida com sua vida. Ela pode determinar se você se torna a pessoa que você quer ser e se você alcança as coisas que você valoriza. Como isso acontece? Como uma simples crença tem o poder de transformar seu psicológico e, como resultado, sua vida?

Acreditando que suas qualidades estão gravadas em pedra — o mindset fixo — cria uma urgência de se provar continuamente. Se você só tem uma certa quantidade de inteligência, uma certa personalidade e um certo caráter moral — bem, então é melhor provar que você tem uma boa quantidade deles. Simplesmente não ficaria bem se sentir ou parecer deficiente nessas características mais básicas.

[…]

Eu tenho visto tantas pessoas com este único objetivo de se provar — nas salas de aula, em suas carreiras e em seus relacionamentos. Todas as situações são um chamado para confirmar sua inteligência, personalidade ou caráter. Toda situação é avaliada: Eu terei sucesso ou fracasso? Eu parecerei inteligente ou burro? Eu serei aceito ou rejeitado? Eu me sentirei como um vencedor ou um perdedor?

Existe um outro mindset no qual esses traços não são como uma mão que lhe foi dada e você tem que vivar com ela, sempre tentando convencer a você mesmo e os outros que você tem um Royal Flush, quando secretamente você está preocupado que seja um par de 10. Neste mindset, a mão que lhe foi dada é somente o ponto de partida a se desenvolver. Este mindset de crescimento é baseado na crença de que suas qualidades básicas são coisas que você pode cultivar através dos seus esforços. Apesar das pessoas serem diferentes de todas as maneiras — nos talentos e aptidões iniciais, interesses ou temperamento — todo mundo pode mudar e crescer através da aplicação e experiência.

Pessoas com esse mindset acreditam que qualquer um pode ser qualquer coisa? Que qualquer um com a motivação ou educação apropriados podem se tornar Einstein ou Beethoven? Não, mas eles acreditam que o verdadeiro potencial de uma pessoa é desconhecido (e impossível de de se descobrir); que é impossível de prever o que pode ser conquistado com anos de paixão, trabalho e treino.”

No centro do que faz o “mindset de crescimento” tão cativante, Dweck descobriu, é que ele cria uma paixão por aprendizado ao invés de um apetite por aprovação. Seu ponto de central é a convicção de que as qualidades humanas, como a inteligência e criatividade, e mesmo capacidades de relacionamento como amor e amizade, podem ser cultivadas através do esforço e da pratica deliberada. As pessoas com esse mindset além de não serem desencorajadas pelos fracassos, mas eles não se veem como fracassados nessas situações — eles se veem aprendendo. Dweck descreve:

“Por que desperdiçar tempo provando várias e várias vezes quão bom você é quando você poderia estar melhorando? Por que esconder falhas ao invés de supera-las? Por que procurar amigos ou parceiros que simplesmente inflam sua autoestima ao invés de procurar os que também vão te desafiar a crescer? E por que procurar o certo e garantido ao invés de experiências que vão faze-lo crescer? A paixão por crescer e se manter nisso, mesmo (ou especialmente) quando as coisas não estão indo bem, é o ponto central do mindset de crescimento. Este e o mindset que permite as pessoas a vibrarem durante alguns do momentos mais desafiadores em suas vidas.”

Esta ideia, claro, não é nova, é o recheio de livros de autoajuda e da vaga banalidade “Você pode fazer tudo o que quiser!”. O que faz o trabalho de Dweck diferente, contudo, é que ele está baseado em rigorosa pesquisa sobre como a mente — especialmente as mentes em desenvolvimento — funcionam, identificando não somente os princípios básicos desses mindsets mas também como eles podem ser reprogramados.

Dweck e sua equipe descobriram que pessoas com o mindset fixo veem risco e esforço como potenciais demonstrações de suas inadequações, revelando que eles tem algum tipo de fraqueza. Mas o relacionamento entre mindset e esforço é uma via de duas mãos:

“Não é simplesmente que algumas pessoas acabam percebendo o valor de se desafiarem e a importância do esforço. Nossa pesquisa mostrou que isto vem diretamente do mindsert de crescimento. Quando nós ensinamos as pessoas o mindset de crescimento, com o seu foco no desenvolvimento, estas ideias sobre desafio e esforço seguem junto…

Assim que você começa a entender os mindsets fixo e de crescimento, você verá exatamente como uma coisa leva a outra — como a crença que suas qualidades estão gravadas na pedra leva a um grupo de pensamentos e ações, e como uma crença de que suas habilidades podem ser cultivadas leva a um grupo diferente de pensamentos e ações, te levando por uma estrada completamente diferente.

[…]

Os mindsets mudam o que faz uma pessoa vibrar e o que eles veem como sucesso… eles mudam a definição, significado e impacto de fracassos… eles mudam os mais profundos significados do esforço.”

Dweck cita uma pesquisa de 143 pesquisadores criativos, que concordam que o principal traço sustentando realizações criativas é exatamente o tipo de resiliência e perseverança contra os fracassos atribuídos ao mindset de crescimento. Ela descreve:

“Quando você entra em um mindset, você entra em um novo mundo. Em um mundo — o mundo das qualidades fixas — sucesso é sobre provar que você é inteligente e talentoso. Validando você mesmo. Por outro lado — no mundo das qualidades que mudam — é sobre evoluir a si mesmo para aprender algo novo. Desenvolvendo-se.

Em um mundo, fracasso é ter um contratempo. Ter uma nota ruim na escola. Perder um torneio. Ser despedido. Ser rejeitado. Significa que você não é inteligente ou talentoso. No outro mundo, fracasso é sobre não se desenvolver. Não tentar alcançar as coisas que você valoriza. Significa que você não está usando todo o seu potencial.

Em um mundo, esforço é uma coisa ruim. Ele, assim como o fracasso, significa que você não é inteligente ou talentoso. Se você fosse, não precisaria de esforço. Do outro lado, esforço é o que o torna inteligente ou talentoso.”

Mas a sua mais memorável pesquisa, que é utilizada em teorias atuais sobre porque presença é mais importante do que elogio no ensino de crianças para cultivar um relacionamento saudável com conquistas, explorar como esses mindsets se criam — a conclusão é que eles se formam bem cedo. Em um estudo, Dweck e seus colegas ofereceram para crianças de 4 anos uma escolha: eles poderiam refazer um quebra cabeças fácil ou tentar um mais difícil. Até mesmo essas crianças já estavam em conformidade com um dos mindsets — aqueles com o mindset fixo ficaram com a opção segura, escolhendo o quebra cabeça mais fácil que confirmariam sua habilidade existente, passando para os pesquisadores a impressão de que crianças inteligentes não cometem erros; aqueles com o mindset de crescimento consideraram uma ideia estranha, perplexos porque alguém gostaria de ficar fazendo e refazendo o mesmo quebra cabeças várias vezes se eles não estavam aprendendo nada novo. Em outras palavra, crianças com o mindset fixo queriam ter sucesso para parecerem inteligentes, enquanto as crianças com o mindset do crescimento queriam aumentar seus limites, para eles a definição de sucesso era se tornar mais inteligente.

Dweck cita uma garota da 7ª série, que capturou lindamente a diferença:

“Eu acho que inteligência é algo que você tem que batalhar para conseguir… Ela não é simplesmente dada a você… A maioria das crianças, se eles não tem certeza de uma resposta, não levantarão suas mãos para responder a pergunta. Mas o que eu normalmente faço é levantar minha mão, porque se eu estiver errada, meu erro será corrigido. Ou eu levantarei minha mão e direi, ‘Como isso seria resolvido?’ ou ‘Eu não entendi. Você pode me ajudar?’ Só de fazer isso eu já estou aumentando minha inteligência.”

As coisas ficam ainda mais interessantes quando Dweck trouxe pessoas para o laboratório de ondas cerebrais de Columbia para estudar como seus cérebros se comportavam quando eles respondiam perguntas difíceis e recebiam feedback. O que ela descobriu foi que aqueles com um mindset fixo só estavam interessados em receber feedback que refletiam diretamente suas habilidades atuais, mas ignoravam informações que poderiam ajuda-los a aprender e melhorar. Eles nem demonstravam o interesse de ouvir a resposta correta quando eles erravam uma questão, porque eles já haviam “arquivado” aquilo na categoria de falhas. Aqueles com um mindset de crescimento, por outro lado, estavam completamente atentos às informações que poderiam ajuda-los a expandir seus conhecimentos e habilidades, independentemente deles terem acertado ou não a resposta — em outras palavras, a prioridade deles era aprender, não a armadilha binaria do sucesso e da falha.

Estas descobertas são especialmente importantes para a educação e como nós, culturalmente, avaliamos a inteligência. Em outro estudo com centenas de estudantes, a maioria adolescentes, Dweck e seus colegas deu para cada um 10 problemas razoavelmente desafiadores de um teste de QI não verbal, então elogiou o estudante pela sua performance — a maioria se saiu muito bem. Mas eles deram dois tipos de elogio: Para alguns estudantes foi dito “Uau, você acertou X. Este é um resultado muito bom. Você deve ser inteligente.” Enquanto para outros foi dito “Uau, você acertou X. Este é um resultado muito bom. Você deve ter estudado bastante.” Em outras palavras, alguns foram elogiados pela habilidade outros pelo esforço. As descobertas, neste ponto, não surpreenderam:

“O elogio a habilidade levou os estudantes diretamente ao mindset fixo e eles também demonstraram todos os sinais disso: Quando nós lhe demos uma escolha, eles rejeitaram uma nova tarefa desafiadora onde eles poderiam aprender mais. Eles não queriam fazer nada que poderia expor suas falhas e levar a questionamentos de seus talentos.

[…]

Em contraste, quando estudantes eram elogiados pelo esforço, 90% deles quiseram uma nova tarefa desafiadora onde eles poderiam aprender algo.”

Contudo, a parte mais interessante é o que acontece a seguir: Quando Dweck e seus colegas deram aos estudantes um próximo conjunto de problemas mais difíceis, nos quais os estudantes não foram tão bem. De repente, as crianças que foram elogiadas pela habilidade pensaram que elas não eram tão inteligentes no fim das contas. Dweck diz:

“Se o sucesso havia significado que eles eram inteligentes, então qualquer coisa menos do que o sucesso significava que eles eram deficientes.”

Mas para as crianças que foram elogiadas pelo esforço, a dificuldade era simplesmente uma indicação de que eles tinham que colocar mais esforço, não um sinal de falha ou um reflexo de sua falta de intelecto. Talvez mais importante, os dois mindsets também impactaram o nível de satisfação das crianças — todos ficaram satisfeitos com a primeira rodada de perguntas fáceis, na qual a maioria acertou, mas assim que as perguntas ficaram mais desafiadoras, as crianças elogiadas pela habilidade não tiveram mais nenhuma satisfação, enquanto as crianças elogiadas pelo esforço, não apenas ainda gostavam dos problemas, mas ainda falavam que quanto mais desafiadores, mais divertidos. O último grupo ainda tiveram uma melhora significativa em suas performances quando os problemas ficaram mais difíceis, enquanto o primeiro grupo foram ficando cada vez piores, como se desencorajados pelo seu próprio mindset de sucesso-ou-falha.

Fica melhor — ou pior, dependendo de como nós olhamos para isso: A descoberta mais inquietante veio após as perguntas de QI estarem completas, quando os pesquisadores pediram às crianças para escreverem cartas a outras crianças relatando a experiência, incluindo um espaço para reportar suas notas nos problemas. Para o espanto de Dweck, o subproduto mais tóxico do mindset fixo foi a desonestidade: 40% das crianças elogiadas pela habilidade mentiram sobre suas notas, inflacionando elas para parecerem mais bem sucedidos. Ela lamenta:

“No mindset fixo, imperfeições são uma vergonha — especialmente se você for talentoso — então eles mentem para livrar-se deles. O que é muito alarmante é que nós pegamos crianças comuns e os transformamos em mentirosos, simplesmente dizendo a eles que eles eram inteligentes.”

Isto ilustra a principal diferença entre os dois mindsets — para aqueles com o mindset de crescimento, “sucesso pessoal é quando você se esforça o máximo para se tornar o melhor”, enquanto aqueles com o mindset fixo “sucesso é sobre estabelecer sua superioridade, pura e simples. Ser alguém que é mais valioso do que os zé-ninguéns”. Para o segundo grupo, reveses são uma sentença e um rótulo. Para o primeiro grupo, eles são motivadores, informações — um despertar.

Mas uma das mais profundas aplicações dessa descoberta não tem nada a ver com negócios ou educação, mas sim com o amor. Dweck descobriu que as pessoas exibem a mesma dicotomia de disposição em suas relações pessoais: Aqueles com o mindset fixo acreditam que sua(seu) parceira(o) ideal o colocaram em um pedestal e os farão se sentirem perfeitos, como “o Deus da religião de um único fiel”, enquanto aqueles com o mindset de crescimento preferem um parceiro que reconheceria suas falhas e os ajudaria a melhorar, alguém que os encorajaria a aprender novas coisas e a se tornarem pessoas melhores. O mindset fixo, no fim das contas, é a raiz de muitos dos nossos mais tóxicos mitos culturais sobre “o verdadeiro amor”. Dweck escreve:

“O mindset de crescimento diz que todas essas coisas podem ser desenvolvidas. Todos — você, sua(seu) parceira(o) e o relacionamento — são capazes de crescer e mudar.

No mindset fixo, o ideal é instantâneo, perfeito e perpetuamente compatível. Como está destinado a ser. Como andar em direção ao pôr-do-sol. Como ‘e eles viveram felizes para sempre’.

[…]

Um problema é que pessoas com o mindset fixo esperam que tudo de bom acontece automaticamente. Não é como se os parceiros trabalhassem para se ajudaram a resolver seus problemas ou adquirirem novas habilidades. É que magicamente isto acontecerá através do seu amor, parecido com o que acontece em A Bela Adormecida, cujo coma foi curado pelo beijo do seu príncipe encantado, ou em Cinderela, cuja vida miserável foi repentinamente transformada pelo seu príncipe.”

Isto também se aplica ao mito da leitura de mentes, onde as pessoas com o mindset fixo acreditam que um(a) companheiro(a) ideal deve ser capaz de ler a mente um do outro e completar as frases um do outro. Ela cita um estudo que convidou pessoas a falarem sobre seus relacionamentos:

“Aqueles com o mindset fixo se sentiram ameaçados e hostis depois de conversarem mesmo sobre as menores discrepâncias em como eles e seus parceiros viam seus relacionamentos. Mesmo a menor das discrepâncias ameaçava sua crença de que eles compartilhavam todos as visões um do outro.”

Mas, de todos, o mito mais destrutivo sobre relacionamentos é a crença de que se ele precisa ser trabalhado, então algo está muito errado e qualquer discrepância de opinião ou preferencias é um indicativo de falhas no caráter em nome do parceiro. Dweck oferece um teste de realidade:

“Assim como não há grandes conquistas sem alguns contratempos, não há grandes relacionamentos sem conflitos e problemas ao longo do caminho.

Quando as pessoas com o mindset fixo falam sobre seus conflitos eles atribuem a culpa. As vezes eles culpam a si mesmos, mas muitas vezes eles culpam seus parceiros. E eles atribuem a culpa a uma característica — falha no caráter.

Mas não para por ai. Quando as pessoas culpam a personalidade de seus parceiros pelo problema, eles sentem raiva e desgosto em relação a eles.

E a coisa continua: Já que os problemas vem de características fixas, não pode ser resolvido. Portanto, assim que as pessoas com mindset fixo percebem falhas em seus parceiros, eles se tornam desdenhosos e insatisfeitos com todo o relacionamento.”

Aqueles com o mindset de crescimento, por outro lado, podem tomar conhecimento das falhas de seus parceiros, sem culpa-los, e ainda se sentirem satisfeitos no relacionamento. Eles veem conflitos como problemas de comunicação, não falhas de personalidade ou caráter. Esta dinâmica se mantem verdadeira tanto em relacionamentos amorosos quanto em amizades, e mesmo no relacionamento com seus pais. Dwek resume suas descobertas:

“Quando a pessoa embarca em um relacionamento, ele(a) encontra um(a) parceiro(a) que é diferente dele(a), e ele(a) não havia aprendido como lidar com as diferenças. Em um bom relacionamento, as pessoas desenvolvem essas habilidades e, enquanto o fazem, ambos crescem e o relacionamento se aprofunda. Mas para isso acontecer, a pessoa precisa sentir que ambos estão do mesmo lado. Enquanto essa atmosfera de confiança se desenvolve, eles se tornam muito interessados no desenvolvimento um do outro.”

O resumo é, o mindset é um processo interpretativo que nos diz o que está acontecendo a nossa volta. No mindset fixo, este processo é marcado por um monólogo interno de constante avaliação e julgamento, usando todo o pedaço de informação como evidencia a favor ou contra nas avaliações, do tipo se você é uma boa pessoa, se seu parceiro é egoísta, ou se você é melhor do que a pessoa ao seu lado. Em um mindset de crescimento, por outro lado, o monólogo interno não é um de julgamento mas um de apetite voraz por aprendizado, constantemente procurando o tipo de informação que você pode metabolizar em aprendizado e ações construtivas.

No resto do “Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso”, Dweck continua sua exploração em como esses mindsets fundamentais se formam, como suas características se comportam em diferentes contextos da vida e como nós podemos reprogramar nossos hábitos cognitivos para adotar o mindset de crescimento, que é muito mais frutífero.

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    Desenvolvedor, estudante de tudo e + um pouco, mesa tenista, cinéfilo, músico frustrado e tenho um Bio q ñ cabe em 160 caracteres...

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