Daniel SalgadoOct 9, 20144 min read
A Libéria passou 15 anos se recuperando de uma guerra civil brutal. E então veio o ebola.
A vida na Libéria antes da epidemia — e hoje em dia
Pesquisa feita por Wudan Yan
Fotografia por François Beaurain

200
médicos treinados em toda Libéria antes da epidemia. A maioria foi embora quando o surto começou


85%
dos liberianos estão oficialmente desempregados


90%
dos Liberianos ganham menos que a média nacional de $410 por ano. Uma fatia de pão custa aproximadamente $1.50


49%
gasta a maior parte da sua renda em comida


25%
dos Liberianos não têm acesso a água potável


11
anos passados desde o fim da guerra civil que arrebentou o país e destruiu a maior parte de seus serviços


4º
país mais pobre do mundo


1
dólar por dia. Isso é quanto 83 por cento dos quatro milhões de Liberianos ganha




Zero
Em 21 de março de 2014, uma mulher de trinta e cinco anos de idade, da cidade de Foya, na região norte — na fronteira com a Guiné e Serra Leoa — se tornou a primeira vítima do surto na Libéria. Ela é a paciente zero do país.

9
horas de toque de recolher foram introduzidas por toda Libéria à noite, a partir do dia 20 de agosto, para evitar que a doença se espalhasse



$12m
fora gastos pela Libéria entre abril e junho para conter o surto—mais do que todo o orçamento de saúde do país



17
pacientes com ebola escaparam de uma instalação de quarentena em Monrovia, no dia 18 de Agosto, causando protestos e tumultos generalizados



58%
de taxa de letalidade do ebola na Libéria



78
trabalhadores de saúde morreram até agora na Libéria, dentre 2,184 casos confirmados — mais do que em qualquer outro lugar



150%
de aumento no preço da mandioca, uma comida essencial para os Liberianos, desde o começo do surto







