CAPÍTULO 1


Narcotráfico ou morte.

Quando a tarde caiu no dia 18 de novembro de 2014, Arturo soube que chegara a hora de partir.

Naquele momento, rádios e televisão de Bogotá destacavam a confirmação de que os guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) haviam sequestrado o militar de mais alta patente em poder da guerrilha em mais de 50 anos de conflito armado na Colômbia. Em um apartamento modesto na região central da capital colombiana, Arturo não tomava conhecimento da notícia. Ele estava no limite da preocupação com outro perigo.

Bebeu um copo de água gelada, fez uma última visita ao banheiro e certificou-se de que tudo aquilo, arrumado sem maiores planejamentos, estava em ordem. Colocou uma mochila nas costas, arrumou as alças de forma que os ombros ficassem minimamente confortáveis e, na sequência, pôs uma segunda bolsa na frente, na tentativa de dividir melhor o peso no corpo. Juntas, as mochilas pesavam cerca de 50 quilos.

Ao seu lado, a enteada Nataly calçava um par de All Star preto de cano longo e vestia legging e blusinha colada ao corpo. Levava em duas mochilas que ela própria carregava um par de chinelos e mudas de peças simples, basicamente jeans e camisetas — os vestidos e sapatos de passeio ficaram todos para trás. Alejandro, o filho, de tênis brancos, jeans e moleton, tinha uma única mochila, tamanho infantil, com poucas roupas e três brinquedos: um carrinho, um boneco imitando o personagem Max Steel e outro do Ben 10.

Arturo fez um rápido check list mental dos itens que não poderia, de maneira alguma, esquecer de levar: o documento em que a mãe de Alejandro autorizava que o filho viajasse com o pai, um mapa da América do Sul impresso de um site de turismo e 20 mil pesos colombianos (cerca de 7 dólares), guardados em um bolso da mochila mais pesada.

Robert Arturo Cardenas, 44 anos, Nataly Gaviria Viega, 20, e Robert Alejandro Cardenas Rios, 10, partiam da capital colombiana com destino ao Rio de Janeiro, no Brasil.

Não viajariam de avião, tampouco de carro. Uma vez cruzada a fronteira com o Equador, que pretendiam alcançar de ônibus, prosseguiriam a pé, torcendo por caronas pelo caminho.

A decisão de Arturo de viajar para o Brasil foi tomada num impulso, poucos dias antes. Fazia três meses que não pagava o aluguel do apartamento de dois quartos, uma cozinha e um banheiro (sem sala) onde morava com Alejandro e Nataly, filha de uma ex-namorada, em Las Ferias, uma comuna cinza de Bogotá. O despejo, portanto, era uma questão de dias. Sem trabalho, entrou em desespero.

Não que antes disso a vida de Arturo tenha sido fácil, mas sua descida ao inferno começou em 2000. Naquele ano, sua irmã Lus conseguiu um serviço de faxineira. Aprendera a limpar casas com a mãe, uma viúva que sustentou a filha, Arturo e outros três rapazes com o salário de diarista. As crianças trabalharam desde cedo. O primeiro emprego de Arturo foi aos 12 anos, no manejo do forno de uma padaria. Nessa época, enfrentou uma tragédia: um dos irmãos, de 15 anos, morreu afogado quando, durante um passeio da escola à selva colombiana, caiu em um alagadiço. A partir dali, as aventuras do Tarzan, com vilões sendo tragados pela areia movediça, invocariam para sempre em Arturo uma lembrança amarga.

O novo emprego da irmã seria trivial não fosse o fato de os patrões serem narcotraficantes. Solteira e com sete filhos, vivia em uma situação de extrema vulnerabilidade — e os patrões bandidos sabiam que podiam tirar proveito disso. No começo de 2002, ofereceram-lhe uma “promoção”. Ganharia mais, mas teria novas atribuições. Além de encerar o chão e assear os banheiros, seria encarregada de engolir pacotes com cocaína e transportá-los, em voos comerciais, até o México.

Lus pediu a opinião do irmão. “Fui radicalmente contra. Minha mãe nos criou muito bem. Nenhum filho tem vício, nenhum fuma. Não somos gente má”. Resolveu, então, denunciar os chefes da irmã à Djin, a Polícia Judicial da Colômbia. Arturo conta que, durante três meses, deu informações aos investigadores do Sjin — a Polícia Nacional — e do DAS, um já extinto órgão do governo colombiano responsável por serviços de imigração. Segundo ele, as informações levaram à prisão dos traficantes e de seus parceiros na Colômbia, México e Estados Unidos.

Se, por um lado, Arturo sentia-se bem por manter-se fiel aos seus princípios, por outro, carregava o peso da culpa pela terrível situação financeira de Lus. “Na Colômbia, se você não vende drogas e não mata, é muito difícil ter uma vida boa, conseguir pagar o aluguel e comprar comida. Escolhi o caminho do sofrimento”, conta. Não era apenas a falta de dinheiro que atormentava Lus. Logo após as denúncias, ela foi atacada, a socos e pontapés, por uma mulher desconhecida, na rua. A agressora repetia a todo instante: “Você vai morrer”.

Numa atitude que repetiria naquele final de 2014, Arturo decidiu ir embora do país. Pediu a Lus que providenciasse uma bagagem leve com roupas para os filhos menores — uma garotinha de dois anos, dois meninos de seis dez — e fez o mesmo com Jamesito, de sete anos, seu enteado. Tomaram um ônibus até a fronteira com o Panamá e adentraram, a pé, no Tampão de Darien, um pedaço de terra de 160 km de extensão, de selva quase intransponível, que liga os dois países. Por ser uma região isolada e de difícil acesso, aquele é um espaço dominado por narcotraficantes, paramilitares e contrabandistas, além de servir de rota de fuga para muitos colombianos que tentam escapar da violência no país.

A travessia pela selva durou aproximadamente dez dias e não teve um final feliz. Os irmãos e as quatro crianças foram colocados em um barco e deportados pela polícia panamenha de volta para a Colômbia. Desembarcaram em Sapzurro, uma pequena e paradisíaca cidade banhada pelo mar do Caribe.

Resignado após sua tentativa frustrada de conseguir refúgio no país vizinho, Arturo tentou voltar, na medida do possível, à normalidade. Passou a vender calças em Sanandresito de La 38, um tumultuado centro de comércio popular em Bogotá. “Como a 25 de Março paulista”, compara. Colocava as peças nos ombros e saía andando pelas ruas, convocando clientes aos gritos. “Pantalones, pantalones!”. Foi quando observou que havia comerciantes que não precisavam correr atrás dos clientes — estes é quem os abordavam, aos montes. Eram os minuteiros, autônomos que vendem minutos de conversa de seus telefones celulares. O serviço é bastante popular na Colômbia — uma opção de telefonia barata para os donos de aparelhos que só recebem ligação.

Arturo resolveu trocar o comércio de calças pelos minutos. Reunia boas habilidades para a função. Em primeiro lugar, é um homem afável no trato pessoal, o que atrai a clientela. Além disso, sabe montar e desmontar aparelhos de celular com maestria — antes de assumir o trabalho, na intenção de preparar-se melhor para o novo desafio profissional, fez um curso na área. Também e matriculou em um treinamento de gestão empresarial, para administrar com mais eficiência o novo negócio. A preparação valeu a pena. Em 2004, convertera-se em um dos reis dos minutos de Sanandresito, com seis funcionários trabalhando sob seu comando, entre eles a irmã Lus, recém-desempregada. Para completar uma era de bonança inesperada, em breve teria um filho. Paola, sua esposa, esperava Alejandro para dali a poucos dias.

Mas a droga, novamente, cruzou o seu caminho.

Arturo Cardenas, em outubro de 2015. Imagem: Pedro Matallo.

“Por céu e terra”.

O entrosamento de Arturo com clientes e comerciantes e o fato de ter seis funcionários sob seu comando chamaram a atenção dos paramilitares, que controlam boa parte do comércio de drogas no país. Um paraco (junção das duas primeiras sílabas de paramilitar e da primeira de colombiano) abordou Arturo. Pediu que seus funcionários continuassem a vender minutos, mas também que atuassem extorquindo os proprietários de pequenos pontos comerciais. Arturo sabia que contrariar as ordens dos paramilitares não era um bom negócio — conhecia histórias de homens que, justamente por isso, haviam sido mortos.

Arturo, assustado com a pressão dos paracos, deixou a clientela de Sanandresito para trás e passou a vender minutos no shopping center Portal 80, distante 14 quilômetros do antigo endereço. Achou que ali estaria a salvo das ameaças. Foi um pensamento inocente. “Os paracos passaram a me procurar por céu e terra. Na Colômbia, é um pecado não admitir trabalhar com drogas”, afirma. O homem começou, naquele instante, a viver em fuga. Recebia e-mails, telefonemas e bizarros sufrágios mortuários, espécies de livretos com a foto e informações de uma pessoa morta, entregues aos conhecidos a título de lembrança.

Numa segunda tentativa de se proteger, deixou também o shopping e o negócio de minutos para trás. Não adiantou. Ele vendeu frutas, pintou apartamentos e assou biscoitos enquanto tomou diversos sustos — o maior deles, em 2006. Estava chegando em casa quando ouviu um estampido. Abriu a porta o mais rápido que pôde e jogou-se ao chão para se proteger dos tiros. Alejandro, então com dois anos, dormia em um dos quartos. Depois de perfurar as portas e as janelas, os bandidos foram embora. Queriam inaugurar um novo estilo de ameaça — agora, elas envolviam também a figura do garotinho. “Sabemos que você tem um menino. Sabemos como ele é, já o vimos”, foi a frase que o pai leu em uma das mensagens chegadas logo na sequência.

Àquela altura, os paracos também sabiam do seu passado de informante da polícia. Fazia pouco mais de três anos, aliás, que a delação ocorrera. Apavorado ante a ideia de ver seu filho sequestrado pelos paramilitares — o recrutamento e assassinato de crianças estão entre as táticas adotadas por esses grupos — , Arturo resolveu, então, gritar por socorro. Ele conta que, entre 2006 e 2014, procurou todos os órgãos do governo que poderiam ajudá-lo com a questão. “Nem ao menos me responderam. Fiquei muito desapontado, ainda mais depois de tudo a que havia me submetido antes, fornecendo informações que levaram à prisão dos traficantes”, lamenta.

Arturo foi se virando como podia. Vivia em um constante estado de insegurança, quase uma paranoia. Evitava manter-se no mesmo trabalho por muito tempo. Com isso, não conseguia adquirir qualquer estabilidade financeira. Por um período, achou que seria possível viver assim, entre fugas e bicos, já que não via, em seu horizonte, uma salvação. Até o dia em que, com os 20 mil pesos colombianos no bolso e nenhuma perspectiva de novos trabalhos, decidiu dar uma basta naquilo. “Na vida, há que se tomar decisões”, ele disse para si mesmo.

Nos programas de notícias da TV colombiana, Arturo ouvira falar que o Brasil experimentara um surto de prosperidade econômica, com diminuição da miséria e um boom de empreendedorismo — tema que o sensibilizava, já que fizera um curso rápido de administração de pequenas empresas e, desde sempre, dissera para si mesmo que o melhor jeito de viver era sem patrão, tomando conta da própria vida. Tinha esperança de, no novo país, montar algum pequeno negócio na área de informática ou culinária — para isso, usaria os conhecimentos adquiridos na época em que trabalhara como minuteiro e, em mais de uma ocasião, na cozinha de padarias.

Com essa esperança a lhe servir de guia, Arturo passou uma semana preparando tudo, em silêncio — só falara com a mãe de Alejandro, já que precisava de sua autorização para viajar com a criança. Quando faltavam 24 horas para a viagem, chamou Nataly para uma conversa. “Amanhã vou embora para o Brasil. Levarei o Alejandro. Talvez você deva voltar para a casa da sua mãe. Será uma viagem dura, vamos andar muito”, avisou. “Vou com vocês”, respondeu Nataly. “E estou acostumada a andar. No campo, anda-se muito”.

O que Nataly não sabia era que nem todas as caminhadas campestres de sua vida seriam treino suficiente para o que viria pela frente.

Nataly Viega, em outubro de 2015. Imagem: Pedro Matallo.

As araras azuis.

Nataly viveu até os 18 anos em Planadas, município com menos de 30 mil habitantes, distante 330 quilômetros de Bogotá. Filha de agricultores, começou a trabalhar na plantação de cacau e de café ainda criança. Certo dia, enquanto cortava cacau, sentiu o facão atingir a ponta do dedo indicador da mão esquerda. Saiu muito sangue e ela fez um curativo rápido, por conta própria — o improviso deixou o dedo ligeiramente torto e com uma linha grossa, de um lado a outro. A cicatriz só piorou a autoestima de Nataly, que se sentia feia, com suas mãos tomadas pelos calos da enxada. Por causa de uma doença para a qual ainda não teve diagnóstico, Nataly está sempre com os olhos vermelhos, como se acometida por uma conjuntivite que nunca vai embora. “Ou como se eu vivesse fumando maconha”, brinca. Desde sempre, isso a incomodou.

Caçula das cinco filhas de Edilma Vega e Leonardo Gaviria, Nataly guarda mágoas do pai e das irmãs. “Ele nunca foi carinhoso. Elas diziam que eu não era bonita”, entristece-se. O início da adolescência coincidiu com uma crise no casamento de Edilma e Leonardo. “Meu pai era mulherengo”, conta. Quando Nataly tinha 14 anos, Edilma visitou Bogotá e, durante um passeio, conheceu Arturo.

Arturo estava na pior. Acabara de ser abandonado pela mãe de Alejandro. Ao ir embora, Paola não levou o menino. O marido estava arrasado. Era louco pela esposa. “Uma mulher muito bonita, grande, eu batia no ombro dela”. Pensava se o problema, afinal, não estava com ele. Anos antes, havia conhecido uma outra mulher, grávida, por quem se apaixonou perdidamente. Casou-se com ela e assumiu o bebê, uma menina, como seu. Depois, a moça engravidou novamente e, na sequência, mais uma vez. Quando a garota tinha nove anos, a mãe falou para Arturo: “A primeira você já sabe que não é sua. Pois os outros dois também são de outro homem”. Arturo ficou arrasado, mas resolveu que continuaria a tratar os três como seus filhos. Tanto que, na viagem para o Panamá, um ano depois, levou consigo Jamesito.

Apesar do coração partido e de uma certa disposição para não acreditar mais em histórias românticas, Arturo encantou-se por Edilma, uma mulher de longos cabelos castanhos e tez rosada. Começaram a namorar a distância. Eles se gostavam genuinamente, mas a distância entre Bogotá e Planadas atrapalhava o romance. Dois anos depois, o relacionamento chegou ao fim. A amizade, contudo, permaneceu. Nataly afeiçoara-se profundamente ao padrasto. “Ele era atencioso, me incentivava a estudar”, conta.

Leonardo não queria que as filhas frequentassem a escola. Edilma também era contra. Temia que as meninas fossem recrutadas pela guerrilha, como já havia acontecido com outras garotas da região — algumas delas, inclusive, tinham sido estupradas e mortas pelos criminosos. Após as provas finais do 5º ano do ensino fundamental, Nataly nunca mais voltou à sala de aula. Tinha, na ocasião, 15 anos. Sua rotina, então, passou a se resumir ao trabalho no campo e em casa. Além de plantar e colher café e cacau, lavava e passava roupa, e preparava a comida da família.

Entre um compromisso e outro, saía com os amigos. Quando tinha 17 anos, aceitou o pedido de namoro de um rapaz da mesma idade. Ele era extrovertido e gostava de contar histórias. Levou um tiro quando chegava em casa. “Falava demais”, lembra Nataly. O garoto morreu na hora. Pouco tempo depois, o irmão dele também foi assassinado. “Os guerrilheiros têm olhos vigilantes”, ela explica.

Nataly sonhava em estudar inglês e informática e conseguir um trabalho remunerado. Edilma não sabia mais o que fazer para aplacar o sofrimento da filha, amargurada com as limitações e perigos da vida no campo, como a possibilidade de ser arregimentada pela guerrilha. Um dia, num telefonema para o ex-namorado Arturo, perguntou se ele concordaria em hospedar a filha caçula por um tempo em Bogotá. Na cidade grande, a menina poderia conseguir um emprego. Nataly pediu para falar com o padrasto. “Pai” – ela o chamava assim desde que o conhecera — , “preciso da sua ajuda”. “As coisas estão duras por aqui. Mas onde cabe um, cabem dois. Pode vir”, ele respondeu.

Arturo enviou dinheiro para Nataly comprar a passagem de ônibus de Planadas a Bogotá. “Encontrei o meu pai em uma situação difícil. Não tinha dinheiro, nem trabalho”, conta. Na capital, a jovem conseguiu trabalho — e ganhou novas cicatrizes. Na cozinha de um restaurante, derramou óleo quente no corpo enquanto fritava frango. A queimadura deixou marcas nos braços. No pequeno hotel em que fora contratada como camareira, no entanto, não sofreu nenhum acidente — e, com o dinheiro que recebia, podia finalmente comprar roupas e sapatos, além de presentes para Alejandro, a quem passou a encher de cuidados e mimos. “É meu irmão mais novinho”, ela diz.

Alejandro Cardenas Rios, em outubro de 2015. Imagem: Pedro Matallo.

Nas horas de lazer, os três costumavam ver filmes e jogos na televisão. Alejandro assistiu mais de uma vez aos filmes Rio e Rio 2, do brasileiro Carlos Saldanha. A arara azul Blu, protagonista do filme, ganhou um espaço no seu universo de ídolos, ao lado do herói Ben 10. “Um dia, vou para o Brasil”, Alejandro dizia. O desejo de visitar o país aumentou com a Copa do Mundo de 2014. Nas imagens transmitidas pela TV colombiana, ele via as tomadas aéreas do Rio de Janeiro, com as florestas e montanhas que inspiraram a animação, bem como crianças do seu tamanho jogando bola na areia da praia ou banhando-se por entre as ondas, naquela imensidão de águas que ele mal podia acreditar que realmente existia. Em toda a sua vida, Alejandro nunca tinha visto o mar.

Por isso, quando Arturo disse ao filho que, no dia seguinte, eles se mudariam para o Brasil, o menino deu um pulo de excitação. “O Brasil, papai! Vamos conhecer as ararinhas azuis!”.


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Adriana Negreiros é jornalista freelancer. Foi chefe de sucursal da revista Veja em Fortaleza e Salvador e editora das revistas Playboy e Claudia. Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará, também cursa Filosofia na Universidade de São Paulo. Venceu o Prêmio Fiat Allis de Jornalismo Econômico e foi três vezes finalista do Prêmio Abril de Jornalismo. É uma das idealizadoras do Fale com Estranhos, projeto de entrevistas com anônimos. Está escrevendo seu primeiro livro-reportagem, a ser publicado em 2016 pela Editora Objetiva.