360 graus

(Mario Cravo Neto, da exposição “Zebras ad Butterflies”- 2013)

Existem buscas que são doloridas e solitárias
Não há espaço para mais nada e ninguém

Na jornada, só cabe você e tua bagagem
Todo resto fica para trás
Eu já disse, não é fácil

A mochila pesa
Você encolhe os ombros
Curva-se para um deus que não é seu

Na estrada estreita
da janela
encontra teu reflexo

Vê o feio
Sente repulsa
Vê o belo
Sente maravilhado

Dor e gratidão
Lado a lado
De mãos dadas

O caminho molda
Em uma rota sem retorno
Sem placas de sinalização

Descobre que é preciso dar voltas
Voltas e voltas sem sair do lugar
Então conclui que nada mudou

Você apenas se encontrou
Mais uma vez

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