Burt Reynolds na Ocupação Colaborativa

foto de Tati Silvestroni

Quando garoto não é novidade que idolatrávamos a cena punk inglesa e acompanhávamos todos os os seus movimentos.

Delivara com as historias dos squatts. De como uma turma de jovens invandia uma propriedade abandonada e passava a viver ali, aproveitando as salas vazias para shows, bibliotecas e outras manifestações culturais.

Me perguntava que lindo país era aquele, onde os crânios punks não eram castigados com os polidos cacetetes da policia minutos depois de uma invasão de propriedade privada, direito sagrado tão respeitado no estado de Franco Montoro, Fleuri e Maluf.

O mundo dá voltas, a gente tambem. A imaginação da banda é fértil, como você bem sabe. Mas JAMAIS poderia supor que haveria algo assim em Jundiaí.

Dos escombros, foi extraida a beleza mais incrível da cidade. Das mãos de jovens fodidos demais.

E dessa beleza toda brotou um dos shows mais legais do ano para o Burt. Uma rempa de amigos em volta, instrumentos montados no meio da galera, overdose de válvulas em todos os seus níveis e no coração, adrenalina.

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