Uma nova era de iluminismo, faça parte da luz

Estamos deixando para trás uma era de consciência adormecida, desconexão, egocentrismo e satisfação instantânea. Uma era de conversão de shopping centers em catedrais, de consumismo em religião, e de indivíduos em uma entidade homo economicus que age unicamente para adquirir a maior riqueza material possível.

Enquanto os economistas e políticos se dedicam em encontrar formas de acelerar o crescimento econômico, os cientistas avaliam quanto tempo a raça humana pode manter uma economia que destrói a capacidade do planeta em prover suporte à vida. Enquanto as corporações competem pelo monopólio do que resta das reservas de água doce, minerais, solos férteis e combustíveis, os ativistas trabalham para reduzir a lacuna crescente e intolerável entre ricos e pobres.

Milhões de mentes estão agora se conectando em rede para solucionar os grandes problemas da humanidade. As pessoas estão deixando de se comportar como personagens nas mãos de governos, corporações, instituições e mídia e se tornando autoras do próprio destino. Vivemos uma era de consagração do engenho humano, da paixão e da experimentação para evitar alguns dos cenários de pesadelo previstos para o século 21. É uma era de revisão fundamental da sociedade, economia e dos modelos de negócio.

Uma mudança completa de perspectiva está em curso, um despertar de consciência em velocidade exponencial. Uma virada numa economia que se tornou um esquema Ponzi gigante em que os interesses de pessoas vivas são amplamente favorecidos com relação aos interesses de futuras gerações.

O velho e o novo estão em confronto.

Nos movemos do ego para o eco, da hierarquia para a rede, do controle para a autonomia, da centralização do poder para a distribuição do poder, e ingressando em uma era de abundância. Não de aumento de PIB que falsamente se tornou sinônimo de felicidade — aumentar PIB tem servido apenas para piorar a situação em relação à integridade pessoal e socioambiental e trazer mais ganância e consumismo.

A era de abundância agora é do acesso, não da posse. Da economia do compartilhamento, dos prossumidores, da desmonetização, do empoderamento do indivíduo, da inteligência distribuída. Rumamos para uma sociedade desmonetizada em que o fator de sucesso não será ganhar mais dinheiro para realizar os sonhos, mas realizar os sonhos precisando menos de dinheiro.

Sim, porque o dinheiro está cada vez mais concentrado na mão de poucos e esperar por ele é esperar demais. Para se criar um novo mundo o melhor a fazer não é lutar contra a realidade existente, mas construir uma nova realidade que torne a existente obsoleta — o obsoleto desaparece por conta própria.

O poder se desloca das instituições para o indivíduo — o poder das instituições está em declínio.

O século 21 não é uma sequência do século 20, é uma ruptura. Um giro de 180º graus. Não há mais nada que o marketing de aparências possa fazer para manipular as pessoas e esconder a sujeira que está à vista de todos.

Rumamos para o fim do maior sistema antieconômico já criado que trata o planeta como uma companhia em liquidação.

Vivemos um ponto de mutação…

“Ao término de um período de decadência, sobrevém o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida, ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força. O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado e o novo é introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí nenhum dano.” I Ching

Em vez de entender o fluxo do gênesis ao apocalipse como uma linha reta que conecta o início ao fim absoluto, convido o leitor a entender de outra forma: como um fluxo circular infinito — depois de um apocalipse (“revelação”) segue um gênesis. Estamos vivendo agora o apocalipse de um mundo e o gênesis de um novo mundo.

É uma era das luzes, de renascença, de florescimento espiritual, cultural e tecnológico, de sentimentos de otimismo e abertura para o novo. Uma reedição de muitas coisas boas do passado, mas em outro patamar tecnológico: reconexão do homem com o homem, reconexão do homem com a natureza, cultura do simples, vida saudável, cooperação em vez de competição, nomadismo digital, bem-estar psicológico, vitalidade comunitária e energia renovável.

Olhar para trás é focar problemas, olhar para frente é revelar oportunidades. É surfar na onda ou ser engolido por ela.

“Nada que resulte em progresso humano é alcançado com unanimidade de consenso. Aqueles que são iluminados antes dos demais estão condenados a perseguir a luz a despeito dos outros”

Vivemos uma nova era de iluminismo. Faça parte da luz!

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