Los Angeles Lakers — Guia NBA 2017/2018

Lonzo Ball como o primeiro passo para o uma estratégia agressiva de contratações

O Los Angeles Lakers é uma franquia acostumada com o sucesso. Não apenas pelo número de campeonatos conquistados — atrás apenas do Boston Celtics -,mesmo quandon não estava muito bem, os playoffs eram uma realidade palpável. Apenas seu nome era o bastante para despertar o interesse de qualquer jogador, que sem dúvidas quando jovem admirou algum antigo grande atleta que por lá havia passado.

Hoje as coisas estam em um polo diametralmente oposto. Essa já é a maior sequência de temporadas sem ir aos offs da história do time. A última vez foi em 2012/13, quando o elenco formado por Kobe Bryant, Steve Nash, Pau Gasol e Dwight Howard fora varrido pelo San Antonio Spurs.

A esperança era que com a sequência de boas escolhas no draft alguma colocasse algum peso imediato. Por três vezes seguidas tiveram a segunda escolha geral. Na primeira vez D’Angelo Russell não foi o melhor exemplo de sucesso e ainda com brigas internas no elenco foi ter uma nova chance no Brooklyn Nets. Brandon Ingram chegou em grande hype também, o biotipo e as semelhanças no jogo com um jovem Kevin Durant fizeram muitos olhos brilhar, mas ao fim da temporada a animação acabou.

Agora com a chegada de um novo calouro sensação e Magic Johnson, a tal “reconstrução” pode ser arquivada, com a cabeça já na Free Agency de 2018.

Como foi temporada passada?

Essa introdução não nos deixa dúvidas sobre o quEssa introdução não nos deixa dúvidas sobre o quão ruim foi 2016/17 para o Lakers, quarta pior porcentagem da história do time, melhor apenas que os dois anos anteriores, enquanto mais importava saborear os últimos lances de Kobe Bryant, e lá nos anos 50, quando o time ainda baseava em Minneapolis.

A questão é que mesmo em contagem regressiva para o adeus do Black Mamba, a franquia já começa a adicionar jovens que poderiam algum dia contribuir, como Julius Randle e Larry Nance Jr.. Vieram as temporadas de tank e as apostas até então frustradas em Russell e Ingram. Naturalmente, que hoje em dia é incomum calouros entrarem na liga estabelecendo médias absurdas. Mas, enquanto Randle apresentou gradual evolução nos aspectos de seu jogo até sua terceira temporada. Russell pouco avançou na parte ofensiva que o time desejava. E Ingram não fez jus imediato à posição que foi selecionado no draft, pegou um Segundo All-Rookie Team é verdade, mas a expectativa e a lesão de Ben Simmons lhe abriram um leque de possibilidades.

Antes de passar aos números, é bom deixar algo explícito, a classe inteira do draft de 2016 não foi lá muito bem, percebemos isso no Calouro do Ano que foi Malcolm Brogdon. Além do mais, uma temporada é pouco para estabelecer parâmetros de sucesso, Ingram pode muito bem evoluir, hão muitas outras temporadas por vir.

Voltemos à estagnação de Russell. Não bastasse sua rixa com Nick Young por conta do ocorrido em seu primeiro ano, quando publicou um video do colega de equipe contando sobre suas traições no relacionamento com Iggy Azalea, o jovem não conseguiu se impor como uma primeira opção para controlar a redonda. Suas médias subiram pouco, de 13.2 pontos para 15.6 e de 3.3 assistências para 4.8.

Falhando em assumir essa posição, chegou até a perder sua titularidade para Young, recuperando-a quando os testes como ala-armador tiveram efeitos positivos.

Porém talvez o elemento simbólico dessa campanha do Lakers tenha sido o fato de seu cestinha ter sido o sexto-homem. Pois é, Lou Williams, que entrou em apenas 1 jogo como titular, fez 18.6 pontos por jogo. Isso até ser enviado ao Houston Rockets.

O que mudou?

Essencialmente essa última Free Agency ainda não seria a possível para se arriscar contratações de peso. Mas que isso já é um ponto de destaque nos planos da nova gerência do time, ah são! Magic Johnson veio com tudo, poucas semanas depois de sua contratação como gerente geral já se especulava que viriam tentativas fortes de convencer Paul George e LeBron James, em 2018, para se juntar ao time.

Impossibilitado de grandes movimentos, vieram algumas trocas essenciais, bem como mais umas fichas colocadas em um calouro escolhido em segundo no draft.

Os principais nomes de impacto imediato foram Kentavious Caldwell-Pope, ex-Detroit Pistons, para equilibrar a defesa e os chutes de três do elenco. E a principal contratação, por meio de uma troca, foi Brook Lopez.

Para conseguir o gêmeo talentoso o Lakers se livrou do conturbado D’Angelo e do contrato descomunal de Timofey Mozgov. E ainda adquiriu os direitos para assinar com Kyle Kuzma, que fez uma excelente Summer League.

Porém a chegada mais badalada foi a de Lonzo Ball. O armador vindo de UCLA, foi considerado um dos melhores passadores a ter passado pelo basquete universitário desde Jason Kidd. Mesmo que em determinado momento tenha havido certa relutância pelo que significava se comprometer com o filho do falastrão LaVar Ball, um jovem recém chegado ao basquete profissional com uma marca de tênis para si, o talento do jovem era algo que não poderia ser passado.

Ball alia altura incomum para um armador, 1,98m, com agilidade, visão de jogo e eficiência nos chutes de longa distância. As armas físicas são de encher os olhos. A deficiência no lado defensivo é algo totalmente superável a partir do ponto em que aproveitar de sua vantagem métrica contra adversários mais baixos.

Mesmo a mecânica de arremesso no mínimo curiosa não tem sido muito problema, afinal ele solta a bola no movimento bem mais rápido do que muitos jogadores.

Jogador destaque

Por mais que alguns queiram, no embalo da animação, estabelecer Lonzo como o principal nome do time, ainda é precipitado colocá-lo nesse patamar. O nome a ser destacado aqui é sem sombra de dúvidas Brook Lopez.

O pivô jogará sua nona temporada na NBA, a primeira longe do Nets. Repetirei aqui algo que comentei na prévia sobre o seu ex-time, ele é uma ironia ambulante entre a face bruta de um lutador de MMA com o toque refinado de garrafão europeu.

Em sua última temporada ele mostrou mais ainda seu leque de habilidades. Com apoio mais quantitativo do que qualitativo ele precisou muitas vezes sair do garrafão para definir jogadas, o que diminuiu drasticamente seu número de rebotes. Outro fato a se constatar é que ele nunca foi um gênio defensivo,alguns amenizam por contar sua falta de atleticismo, mas dizer que é isso que constrói uma boa defesa de garrafão é insultar o prêmio de Melhor Defensor de Marc Gasol.

Mesmo assim, na hora de para infiltradores menores pode-se contar com ele. E, principalmente, chega um homem que fez mais do que 20 pontos por jogo em suas duas últimas temporadas. Um verdadeiro pivô ofensivo.

Potencial Revelação

Aqui sim entra Lonzo Bola. O jovem é uma das faces em destaque de uma classe tida como recheada de talento, principalmente em sua posição, armador.

Em sua única temporada no basquete universitário ele liderou a nação em assistências, 7.6 por jogo. Isso sem esquecer de contribuir com pontos e disputar ressaltos, médias de 14.5 e 6.0 por jogo, respectivamente. Outro fator interessante de sua curta carreira na NCAA foi a demonstração do quão bem pode jogar ao lado de um pontuador versátil para acompanhá-lo, T.J. Leaf no caso.

Mais algumas comparações com Jason Kidd vieram na Summer League de Las Vegas, da qual ele foi o MVP. Médias muito próximas ao triplo-duplo, 16.3 pontos, 9.3 assistências, 7.6 rebotes, 2.5 bolas roubadas e 1.0 toco. Kidd obviamente era mais forte, mas Ball já vem mostrando uma versatilidade que em muito pode servir caso Magic Johnson realmente consiga cooptar LeBron e PG13.

Expectativa na temporada

Seria ingênuo acreditar que virá um boom no desempenho do Lakers. A não ser que Ball seja o messias que seu pai promete, a temporada ainda contará com uma porcentagem baixa de triunfos.

Lonzo, Randle e KCP podem ser o tipo de talento que Lopez precisa para guiar um time a uma quantidade pouco mais notável de vitórias. Não estou falando de 40 vitórias, apenas um pouco a mais do que as 26 de 2016/17. Afinal convenhamos, há muito mais equilíbrio no elenco atual.

Mesmo assim, a cabeça dos dirigentes não está no presente, mas na Free Agency de 2018. Lopez, se não for o desejado tem apenas um ano de contrato; Mozgov já vazou e Deng provavelmente vai embora em algum momento, se não trocado antes da janela de transferências, vai depois do fim da temporada.

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