NBA — Semana 14: Miami Heat de volta aos trilhos e o impacto de Dion Waiters

Com o time titular confiante e jogando bem, os playoffs não são um sonho inalcançável

Dion Waiters assumiu a responsabilidade pra formar o bom trio do time (Foto: Keith Allison/Flickr)

Correndo o risco de agourar o mais uma franquia em bom momento chega esse décimo quarto texto sobre a NBA. O Miami Heat joga ainda hoje contra o Philadelphia 76ers.

Spoesltra e os 2 astros da época do Big Three, tempos bons para a franquia! (Foto: Keith Allison/Flickr)

Antes um time desencontrado, com os principais jogadores somando atuações pouco empolgantes, ninguém esperava que o Heat fosse chegar em um momento da temporada que somasse vários triunfos consecutivos. Mesmo com o ótimo Erik Spoelstra no comando.

E não é que queimou línguas? O basquete preferido do head coach da equipe está em manifestação. Adaptabilidade de acordo com as necessidades da equipe, mas ainda levando em conta o ego e a individualidade de seus jogadores. Spoelstra é o cara que controlou o estrelar Big Three de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. E agora, é o cara que deu sobrevida a carreira de Dion Waiters.

9 vitórias seguidas e playoffs ao alcance

Antes de passar pelos números e estatísticas que orbitam nesse grande momento da equipe na temporada 2016–17, vale a pena ressaltar o suspiro que isso deu ao time para até sonhar com uma última vaga para a pós-temporada.

O time saiu de um recorde de 11–30 para 20–30, ou seja, um aproveitamento de 27,5% para razoáveis 40%. Pode parecer pouco, mas olhar para o Detroit Pistons, atual oitavo colocado, com 23 vitórias e 27 derrotas (46%), podemos concluir que as chances são reais. Tudo bem, há uma série de bons times que podem tascar essa vaga além do próprio Detroit, como Mileaukee Bucks e Charlotte Hornets.

Dion Waiters se encontrou com Spoesltra

Obviamente não podemos colocar esse período frutífero de um time na responsabilidade de só um agente ou fator. Waiters não está carregando sozinho o Heat. Mas não sabemos o que exatamente os dedinhos ou palavras mágicas o treinador da equipe usou para ativar a capacidade do jogador de dominar jogos. Eu, particularmente, trabalho com a possibilidade de que Waiters achou os tênis mágicos assinados por Michael Jordan, mas é só uma suposição.

A mala de Waiters após matar a bola da vitória contra o Golden State Warriors

Brincadeiras à parte, o ala-armador encontrou o basquete que convenceu o Cleveland Cavaliers a draftá-lo como 4ª escolha geral. Ele ficou um tempo relativamente grande fora por lesão, do final de Novembro ao início de Janeiro. Desde que voltou tem sido indispensável para a equipe. Nessa sequência de 9 vitórias consecutivas Waiters tem 21.6 pontos, 4.6 assistências, 4.6 rebotes, além de estar chutando 50% da linha de três.

Ele nem é o líder da equipe nesses quesitos (relevando esse período), mas seus 8.3 de plus-minus, melhor do time, provam que ele tem grande impacto no desempenho coletivo. Isso quer dizer que quando ele está em quadra a diferença entre os pontos convertidos e pontos sofridos é de 8.3.

Além disso, levando em consideração a série de vitórias. Ninguém tem tanto impacto no desempenho ofensivo coletivo como o ala-armador. Com ele em quadra o time tende a fazer 114 pontos a cada 100 posses, o chamado offensive rating; sem ele esse número cai para 97.5. Nenhum outro jogador da equipe apresenta uma diferença tão significativa, além do fato de 114 de offensive rating é o mesmo valor que o Golden State Warriors, equipe líder da liga no quesito, acumula.

É verdade que o time tende a sofrer mais pontos. O defensive rating, que é o número de pontos sofridos a cada 100 posses, é de 101.1 com ele em quadra, sendo que sem ele cai para 94.2. Mas essa é justamente a função na qual Spoelstra encaixou o atleta. Waiters não está lá para defender, mas sim para definir o maior número de jogadas que puder e conferir liberdade de movimentação e criação para os outros, no caso de Goran Dragic, Hassan Whiteside, ou até James Johnson e Wayne Ellington.

Dion Waiters levou, mais do que justamente, o prêmio de Jogador da Semana. E apareceu para o time num momento interessante. Posso acabar agourando o Miami para a partida de hoje, mas acredito no time, caso mantenha a bola que tem jogado, para incomodar a oitava posição. Lembrando que tudo isso tem sido feito sem Justise Winslow, lesionado, que sem sombra de dúvidas poderia contribuir em muito para esse time principalmente na defesa!

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