Philadelphia 76ers — Guia NBA 2017/18

Se Joel Embiid é por Philadelphia, quem será contra?

Acredite no processo. Acredite no processo. Acredite no processo. Quantas vezes você, torcedor do Sixers, ouviu essa frase nos últimos 5 anos? Creio que muitas. Quantas vezes você pensou em desacreditar? Acho que até mais que a primeira pergunta. Mas sempre tinha uma vozinha na sua cabeça que dizia: “uma hora vai dar certo…”.

E não é que deu? Pelo menos é o que aparenta. Surgiu um herói chamado Joel Embiid para guiar essa equipe pelos mais belos caminhos de volta ao topo da NBA.

Como foi temporada passada?

O início da temporada era de verdadeira expectativa. O time tinha conseguido a primeira escolha e com ela tinha pegado Ben Simmons. Você pode não estar lembrado, mas Ben Simmons era “O Melhor Prospecto Desde Lebron James™” do ano de 2016. E, como era de se esperar, ele mostrou o resultado possível na Summer League — na real quase todo mundo que é escolhido lá em cima vai bem na Summer League, não é um bom parâmetro.

Mas aí aconteceu o que sempre vem acontecendo nos últimos anos no Philadelphia 76ers: a maior esperança da equipe se machuca — te cuida Markelle Fultz. Ben Simmons acabou não estreando na temporada passada e vai ser rookie nesse ano de novo.

Tudo perdido, né? Mais um ano de perdição e sem conseguir nada no campeonato? Eis que surge, depois de 2 anos no estaleiro Joel Embiid. O maior mito das redes sociais se mostrou realmente um excelente jogador dentro de quadra. Com apenas 25.4 minutos por jogo, Embiid conseguiu 20.2 pontos, 7.8 rebotes, 2.9 assistências, 2.5 blocks e 0.9 roubos de bola por jogo. Se normalizar os stats dele para 36 minutos, Embiid teve 28.7 pontos, 11.1 rebotes, 3.5 tocos, 1.2 roubos e 3 assistências. O Sixers conseguiu até emplacar uma sequência de 9 vitórias seguidas. Números de MVP — ou no máximo DPOY -, né? Poderiam até ser, mas Embiid jogou apenas 31 jogos na temporada.

Foi um sonho de uma noite de verão. Vinícius de Moraes diria que seja eterno enquanto dure. Mas, de qualquer forma serviu para aquecer o coração do torcedor de Philadelphia que acumulava apenas 57 vitórias em 246 jogos nos últimos 3 anos.

Esse período sem Embiid serviu para conhecer também a força de Dario Saric, ROY de direito segundo a opinião deste que vos fala. O croata conseguiu números muito interessantes depois da parada para o jogo das estrelas: 17.3 pontos, 3.4 assistencias e 7.3 rebotes por jogo. No geral mostrou uma versatilidade, mesmo que ainda tímido arremessando do perímetro.

No geral o time variou bastante, mas basicamente foi T.J McConnell, Staukas, Covington, Saric e Embiid.

O que mudou?

Bastante coisa. Primeiro, Ben Simmons se recuperou. Só falta definir se será armador, ala ou ala-pivô. Tem capacidade para jogar nas três posições, principalmente na de armador. Mas, nesse caso, ele vai ter de competir com Markelle Fultz, primeira escolha no draft deste ano.

Markelle Fultz acabou sobrando após o Boston Celtics realizar uma super troca com o Sixers. Basicamente trocaram por essa escolha uma escolha do draft do ano que vem do Los Angeles Lakers (se ficar entre a 2 e 5 escolha) ou uma escolha de 2019 de primeira rodada.

Markelle é um jogador extremamente atlético. Sabe jogar bem tanto com quanto sem a bola e consegue fazer infiltrações com tremenda facilidade. Na verdade ele pode não competir por posição com Ben Simmons, mas jogar junto. As características inicialmente se encaixam. No seu único ano de college acabou chamando a atenção com 23.2 pontos, 5.9 assistências e 5.7 rebotes por jogo.

Na Free Agency também veio JJ Reddick e Amir Johnson. Os dois vieram para complementar o cap e com contratos curtos. Basicamente, o Sixers ganha em profundidade e não perde quando precisar renovar com seus jovens jogadores. JJ pode apresentar coisas interessantes, já que o Sixers precisava de um shooter de qualidade.

Além disso, Furkan Korkmaz vem jogar esse ano pelo time do Philadelphia. Ele é mais um talento internacional que foi se desenvolvendo na Europa e finalmente decidiu vir para a NBA. Na Summer League deste ano conseguiu 14.6 pontos por jogo. No Eurobasket deste ano fez uma média de 10.5 pontos por jogo nesta temporada. Pode estar meio cru, mas é uma boa para ser desenvolvido na função de Shooting Guard do time, junto com JJ Reddick — que deve ficar no máximo um ano mesmo — e Timothe Luwawu-Cabarrot.

Não deve ser o time a ser escalado, mas eu iria de Ben Simmons, Markelle Fultz, Robert Covington, Dario Saric e Joel Embiid.

Jogador destaque

Não tem como escolher outro nome. Joel Embiid é carisma em pessoa além de ter demonstrado dentro de quadra que tem um impacto enorme. Se manter-se saudável, vai rivalizar com Karl Anthony Towns o título de melhor pivô — e quem sabe MVP — nos próximos anos.

Os seus números e o tanto que contribuiu tanto ofensiva quanto defensivamente são coisas de encher os olhos até dos torcedores mais coração de pedra. Tem capacidade de dominar no garrafão, sabe passar razoavelmente, sabe arremessar de longe, de perto, de meia distância, sabe infiltrar…

Se o jogador se manter saudável, o céu é o limite para Joel Embiid.

Potencial revelação

Agora você vem e me fala: “obviamente que você vai escolher a primeira escolha do draft deste ano, né?”. Não, meu amigo. Eu vou com a do ano passado.

Imaginando quanto tempo que o jogador vai ter a bola na mão, provavelmente Ben Simmons vai ter um papel de destaque maior que Markelle Fultz esse ano. Ainda mais se for o armador principal da equipe — algo que se mostrou capaz.

Provavelmente vai dar um ganho de qualidade tremenda em relação ao já competente T.J. McConnell. Vai ser o maior armador da liga? Vai sim. E provavelmente seguir a tendência ditada por Giannis Antetokounmpo.

Expectativa na temporada

Existem dois cenários: o com o time saudável e o com muitas lesões. No primeiro caso, com esse elenco e com um Leste enfraquecido, o Sixers pode muito bem brigar por um recorde positivo e uma vaguinha nos playoffs.

Hoje, apenas 6 times são melhores no papel que o Sixers: Cleveland Cavaliers, Boston Celtics, Washington Wizards, Milwaukee Bucks e Miami Heat. O resto briga no mínimo de igual para igual.

Mas a questão é essa: o time precisa se manter saudável. Assim conseguirá ir para a pós temporada depois de 5 anos. Mas, não foi o que foi visto nos últimos anos em que as lesões rondavam a equipe de Embiid.