Quem são os brasileiros que podem entrar pela NBA pelo draft?

Lucas Dias, Georginho, Mogi, Alexey e João Pedro são jogadores que podem pintar na NBA na próxima temporada

Hoje podemos ter o 12º jogador entrando na NBA via draft

Hoje, dia 22 de Junho, é o dia do draft da NBA. Dia de conhecer as futuras estrelas da liga, dia de times da ponta de baixo da tabela terem esperança de um futuro mais iluminado, dia de muitos jogadores realizarem o sonho das vidas deles de pisarem em quadras sagradas por nomes como Michael Jordan, Magic Johnson e companhia.

Mas, para os torcedores brasileiros, também pode ser o dia de conhecer o jogador que será o 12º a entrar pela NBA através do draft, depois de Rolando Ferreira, Nenê Hilário, Leandrinho Barbosa, Rafael “Babby” Araújo, Anderson Varejão, Marquinhos, Tiago Splitter, Fab Melo, Lucas “Bebê” Nogueira, Raul Neto e Bruno Caboclo.

Ao todo foram 11 brasileiros que foram escolhidos pelo draft e jogaram a NBA.

Para explicar, participam do Draft da NBA jogadores com até 22 anos ou que acabaram de sair de uma universidade norte-americana. Você, se tem menos que 22 anos, pode declarar o seu interesse para participar da seleção. Só que, se não for escolhido, não terá chances de disputar o draft novamente. Quem se inscreveu dessa forma foram 2 jogadores brasileiros: Georginho de Paula, armador de 21 anos do Paulistano, e Wesley “Mogi” Alves, ala-armador de 21 anos do Paulistano.

De acordo com o olheiro Gabriel Andrade, Georginho muito provavelmente será escolhido na segunda rodada do draft da NBA. “O tamanho e envergadura dele podem chamar atenção das franquias. Ele pode oferecer um bom poderio defensivo para as equipes”.

Em entrevista concedida ao Buzzer Beater no jogo das estrelas, Georginho disse que 2 anos atrás não imaginava que teriam pessoas o assistindo, mas hoje acha normal. “Meu objetivo é seguir meu bom trabalho aqui. A NBA vai ser só fruto disso”, opinou.

Quanto a Mogi, o atleticismo chama a atenção. “Além disso tem a energia demonstrada e a energia para ser uma boa peça defensiva”, opinou Gabriel. Ele corre por fora, mas segundo o olheiro, pode acabar conseguindo abocanhar uma vaga de segunda rodada.

Mogi já está nos Estados Unidos fazendo workouts há mais de um mês.

Além de poder se inscrever, no ano em que completa 22 anos você se torna automaticamente elegível para ser escolhido para alguma equipe da NBA. Nessa situação temos Lucas Dias, ala do Paulistano, Alexey Borges, armador do Franca e João Pedro, pivô do Franca.

Lucas Dias já tinha se inscrito no draft em 2015, mas achou melhor retirar sua candidatura antes da noite das escolhas. “Eu conversei com minha família, meus treinadores e meus agentes e achamos que era a melhor opção na época”, declarou. “Tinha coisas que eu tinha de melhorar no meu jogo e decidi esperar o momento certo”.

Nesse ano, ele acredita estar mais pronto. “Eu sai do Pinheiros e fui para o Paulistano buscando desafios maiores e evoluir como eu imaginava que precisava. Aconteceu esse ano, mesmo enfrentando lesões, com ajuda do técnico Gustavo de Conti. Acredito estar preparado para realizar meu sonho e ir jogar na NBA”, completou.

João Pedro acredita que o título da Liga de Desenvolvimento no ano passado e o bom trabalho desempenhado por Franca nesse ano podem acabar abrindo portas para o futuro. “Ir para a NBA será consequência do trabalho feito tanto na LDB, como no Paulista e NBB. Um sonho de infância de todo jogador de basquete, com certeza”, declarou o pivô.

Alexey, assim como seu companheiro de equipe, prefere ter calma ao pensar no futuro na liga. “Acho muito cedo pra falar em NBA, ainda tenho muito o que melhor em vários aspectos do meu jogo de quiser chegar um dia. Mas não deixa de ser um sonho”. Mesmo assim, ele acha que deu passos importantes nessa temporada para chegar lá. “O espaço que eu ganhei durante a temporada foi super importante para minha carreira”.

Ele não acha que possa escolher uma franquia na NBA. “Não tenho um time preferido , jogar em qualquer time lá seria demais”. Lucas Dias tem a mesma posição quanto a escolhar, já que estar lá para ele seria o bastante. Mas, mesmo assim, tem equipes de preferência. “Se eu tivesse o poder da escolha, poderia falar dos que eu jogo no videogame. Com certeza a primeira opção seria o Cleveland Cavaliers. Também curto o Boston Celtics”, opinou.

Quanto a Lucas Dias, Gabriel Andrade acredita que o fundamento que chama mais atenção e pode ser mais útil para as equipes é o seu arremesso. Mas suas chances não são tão altas quanto os dois companheiros de equipe. “Tem muitos jogadores de mesmas características melhores avaliados”.

Lucas Dias corre por fora no Draft desse ano.

Em relação a dupla de Franca, é provável que por enquanto não consigam ir para a NBA. “São ferramentas pouco atrativas em relação a liga, provável que ainda sigam bons anos no Brasil antes de um próximo salto”.

No geral, com chance ou não de draft, é pouco provável que os brasileiros causem impacto logo na primeira temporada de liga. “Acho que nenhum deve contribuir de imediato. Precisam ir para alguma franquia que esteja bem disposto a desenvolver”, finalizou Gabriel.

Georginho é o mais cotado para conseguir um lugar no draft.