Muito Mais que Um Simples Diário

Por Emy Murakami

Se você é uma das milhares de leitoras espalhadas pelo mundo que já se deliciaram com o livro que conta as confidências de uma inglesa de 32 anos, você não irá se decepcionar. Ao descrever suas histórias em seu diário, Bridget Jones tenta começar um novo capítulo de sua vida com questões pontuais. Eliminar o cigarro? Sem sucesso. Queimar alguns quilinhos, e ainda no meio de uma fossa? Sem chance. E encontrar um namorado? …

A história, a princípio, soa conhecida. Mulher solteira, vivendo a crise da solteirice na casa dos 30, na companhia de seus bons amigos e imaginando se um dia irá casar. Assim como se espera de uma boa comédia romântica, o enredo muda completamente quando Bridget se vê dividida por dois amores — Mark Darcy, advogado sério e bem-sucedido e Daniel Cleaver, seu chefe mulherengo. Ao longo do filme, a personagem se dá conta que o que realmente a faz feliz vai muito além das aparências de um homem perfeito em sua vida.

Mas é Renée Zellweger, na pele da personagem principal, quem muda o tom da história e a originalidade do filme. Ela não possui o estereótipo da protagonista de corpo perfeito, escultural e cabelos esvoaçantes. Pelo contrário, ela se enquadra na média da população feminina. Descontente com suas gordurinhas a mais, passa pelas situações mais embaraçosas, como cantar sozinha em seu apartamento na companhia de um copo de whisky, a música “All by myself” de Celine Dion, um clássico da sofrência dos anos 1990. É como assistir a vida da sua melhor amiga, sem cortes.

Atores de comédias românticas britânicas, como o ator Hugh Grant, famoso por “Um Lugar Chamado Notting Hill”, participam do filme.. Para os adeptos às comédias românticas leves, com o charme do natal londrino, “O Diário de Bridget Jones” não pode ficar de fora da sua lista. Se nunca leu o livro, talvez se identifique com a divertida personagem.

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