Remo x Paysandu

Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará

(Foto: EBC)

Como vocês sabem, o Círculo Central iniciou uma série de textos com informações sobre as possíveis zebras da competição, alguns já tradicionais no futebol, até mesmo em âmbito nacional, que podem incomodar os favoritos. Já escrevemos sobre a Ferroviária, de São Paulo, e o Sampaio Corrêa, do Maranhão.

Dessa vez, decidimos fazer uma abordagem diferente: considerando que os dois times estão disputando a competição, escrevemos sobre um dos mais tradicionais clássicos do país, Remo x Paysandu, falando um pouco de seus primeiros jogos na Copa do Brasil.


No começo desse mês, a Assembleia Legislativa do Pará aprovou Projeto de Lei que transforma o clássico em Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará.

O deputado autor do projeto de lei ressaltou que: “O RE x PA é o bem inabalável do povo paraense, então temos que nos render a essa manifestação cultural do esporte no Pará, valorizando e reconhecendo.”

(Foto: EBC)

Segundo a UNESCO, são consideradas como patrimônio imaterial “as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas — com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhe são associados — que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos, reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.”

Ou seja, o que os parlamentares fizeram foi reconhecer o valor desse clássico, que há mais de 100 anos integra a vida dos paraenses, para a cultura do Estado.

E, de fato, o clássico, disputado pela primeira vez em 10 de junho de 1914, mexe com o Pará. Em várias oportunidades, o duelo contou com mais de 40 mil torcedores no estádio. O recorde de público ocorreu em julho de 1999, quando 65 mil torcedores viram a vitória do Remo por 1 a 0.

Os dois times já se enfrentaram 734 vezes, maior número de confrontos entre dois times do futebol brasileiro, com ligeira vantagem para o Remo.

Mais recentemente, aos 06 de março desse ano, em jogo pegado, as equipes decidiram o título do primeiro turno do campeonato Paraense. Após empate em 1 x 1 no tempo regulamentar, o Paysandu ficou com o título nos pênaltis.

Remo

Torcida do Remo (Foto: Agência Pará)

O Remo foi fundado em 1905, para a prática do esporte que dá nome à equipe. Apenas em 1913, o então Grupo do Remo (o nome foi alterado para Clube do Remo em 1914) formou uma equipe de futebol e disputou sua primeira partida, contra o Guarany Futebol Clube.

O time tem 44 títulos paraenses e é a equipe do Norte com o melhor desempenho na Copa do Brasil, único da Região a ter chegado às semifinais do torneio, em 1991.

Paysandu

Torcida do Paysandu no Mangueirão (Foto: Agência Pará)

Fundado em 1914, para rivalizar com o Remo, o Paysandu logo se tornou um dos maiores times do Estado. Tem 45 títulos estaduais e, se o Remo tem a melhor campanha da região na Copa do Brasil, o Paysandu pode se orgulhar de ter sido o único time do Norte a disputar uma Libertadores da América.

De se destacar que o time liderou o seu grupo e pegou o Boca Juniors, nas oitavas de final. E, apesar da eliminação, a equipe fez história ao se tornar o terceiro time brasileiro a vencer os argentinos em La Bombonera.


Estádio Mangueirão

O Mangueirão, inaugurado em 1978, é o estádio que mais recebeu o Clássico da Amazônia, com quase 200 partidas disputadas no campo.

Foi também nesse estádio, cotado para sediar jogos da Copa em 2014, que o Paysandu mandou seus jogos da Libertadores da América em 2003.

Foto: Agência Pará

Copa do Brasil 2016

Na Copa do Brasil desse ano, o Remo tem um confronto mais difícil que o de seu maior rival, pelo menos em tese: enfrenta o Vasco, nos dias 13/04, no Mangueirão e 27/04, lá em São Januário.

Já o Paysandu pega o Independente, também do Pará, nos dias 20 e 27 de abril, com o segundo jogo em casa.

Vamos ver como os grandes rivais se saem no torneio e se avançam para a próxima fase.


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