Paulo Leminski — Foto: Divulgação

As primeiras leituras do ano

Resenhas rápidas dos livros que li nesse comecinho de janeiro

Não sei como surgiu esse número cabalístico (de tanto ler Nick Hornby, quem sabe), mas decidi que a cada cinco livros lidos, faria um post aqui com resenhas rápidas sobre eles. Para meu mais completo espanto, cheguei rápido aos meus primeiros cinco livros lidos de 2017, então estou cumprindo o prometido e trazendo minhas impressões sobre as primeiras histórias do ano.

Esse livro é um apanhadão de todos os livros já publicados do Leminski e mais alguns conteúdos novos. Mesmo para quem já leu tudo dele (como eu), vale a leitura, pois condensada assim sua obra parece fazer ainda mais sentido e ser ainda mais forte. Eu tinha começado a lê-lo no finalzinho de dezembro e foi o primeiro livro que terminei em 2017. Leminski foi um poeta inovador e multi-facetado, sua obra mesmo nos dias atuais ainda é incrivelmente tocante e sem igual por aí. Um dos meus poetas favoritos.

Livro muito curtinho (49 páginas!) que eu achei por acaso no Kindle Unlimited e me interessei pela história porque se parece com a que estou escrevendo(!). Li em uma tarde e adorei, embora ache que o autor poderia ter desenvolvido mais para não deixar a gente tão no gostinho de quero mais. É uma história de amor bonitinha, com personagens cativantes, em um livro extremamente simples e direto.

Quando baixei esse livro no Kindle Unlimited, e eu nem lembro o que me levou a baixá-lo, eu juro que não imaginava que seria arrebatada por uma paixão tão avassaladora. Estou sendo deliberadamente piegas pois o tema permite, esse livro permite. Com poucas páginas de leitura já fiquei absolutamente apaixonada por essa história e pela escrita da Collen Hoover, a ponto de comprar todos os outros livros dela e ficar procurando notícias da produção do filme de O Lado Feio do Amor (dizem que sai em 2018). A história começa simples, mas engrena de plot twist em plot twist e você se envolve totalmente. Fala de uma moça que muda de cidade para morar com o irmão e poder trabalhar e estudar. No dia da mudança, o irmão fora à trabalho, ela dá de cara com um cara bêbado dormindo na porta do apartamento deles. Eles discutem horrores e ela ainda tem que cuidar dele naquela noite, pois descobre que esse cara bêbado vida loka é o melhor amigo do irmão dela e será presença constante em sua vida agora. E aí as coisas começam a acontecer. Eu amei tudo nesse livro. O amor cafona, a mocinha bad ass, o mocinho que é a bruta flor do romantismo. E fiquei feliz, muito feliz, de ter achado tão rápido o meu livro favorito de 2017.

Quis ler esse assim que foi lançado e só agora arrisquei. Achei a capa lindinha e a premissa parecia boa, no entanto me decepcionou. Não que seja um livro ruim, mas para mim não bateu. Conta a história de um adolescente armênio que se apaixona por um bad boy skatista da turma dele. Até aí tudo bem, o que realmente incomoda aqui é que parece que o autor usou o livro apenas como desculpa para falar da cultura de seu país, jogando com isso como se fosse uma barreira para a história de amor do livro, o que acaba se mostrando claramente que não é. Narrado na primeira pessoa, o menino só faz enfatizar tudo o que existe nos costumes e culinária do seu povo, no quanto são diferentes e no tanto que sofrem preconceito até hoje. Até receita de prato típico tem no final do livro. Achei um pouco forçado, embora a história em si, isoladamente, seja bem fofa.

CHEGOU A VICIADA EM COLLEN HOOVER (carinhosamente chamada de CoHo nos fóruns de literatura, já aprendi)! Foi o livro de estréia dela (O Lado Feio do Amor é o oitavo), então o estilo ainda está se desenvolvendo, mas a escrita apaixonada que lhe é característica já está ali. Esse é o primeiro volume de uma trilogia que aqui começa a contar a história de Lake, uma adolescente que descobre o amor em meio a um mar de tragédias pessoais. O que eu chorei no busão lendo esse livro não foi pouco e em dois dias já tinha lido tudo. Vale pelas lágrimas, pelas lições de vida que absorvemos através dos personagens principais, pela fofura dos personagens mirins e por nos ensinar o que é slam, um tipo de competição de poesia que já chegou até no Brasil. Maravilhoso.

E é isso. Se for nesse ritmo, consigo bater fácil minha meta de leitura de 2017. Fixei o desafio em 35 livros para esse ano. E vocês, como estão as leituras nesse comecinho de janeiro?


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