História pra gringo ler: os ursos polares

Porque quem é gringa aqui sou eu.

Bundão que mexe. Carinha tola. Parece branco, mas não. O pelo do urso polar. Você enxerga branco, mas na verdade é outra coisa. Ilusão. Igual a ilusão de se achar fera. Nível urso polar. Mas o máximo que você consegue são as palmas das amizades “mão na cabeça”. Aquela pinguinzada que bate bate bate palminha. No fim elas te dão uma ladeira abaixo das mais doloridas, mas no começo são quentinhas, igual o pelo do urso polar, que apesar daquela gordura toda, usa pra se esquentar só o peludinho fofolete. Maciozinho igual as palavras de incentivo das amizades boazinhas, que ajudam você a se acha fera, numa comparação tosca ao urso polar e quando vê, ladeira abaixo. Com trenó.

Rosquinha, o agradável e saliente ursinho da foto é dócil, e tranquilo. Do tipo que sabe esperar. É? Ainda não se sabe se sabe. Veio da região do Canadá numa pedrona de gelo na qual caberiam Jack, Rose e a bandinha do jantar toda. Agora o habitat Buffalo Wings é novo, a pizza é na mão, o rugido soa novo, pegou um resfriado no meio do caminho, os ursos ainda mais pançudos são novos, assim como outros animais não conhecidos. Aquele cabelo punk rock não se encontra em livro de biologia. Geleira nova, travessia nova, pegada nova, bando novo, caça nova, temperatura nova, aquecimento global novo. A pedrona já se foi. Um pinguim da palminha solta pegou carona. Tudo check, check, check. Yes, yes, oh yess. Empolga, sabe. Mas o Rosquinha empolga e logo assusta. Empolga porque o mundo é de uma grandeza descontrolada pra ele. Assusta porque o mundo é de uma grandeza descontrolada pra ele. Rosquinha tem dois lados também. Bumbum e pança. Tamanho e documento. Rugido e doçura. Parece aquele Ted que você ganhou no Natal, mas vai bulinar a bunda adiposa pra você ver.

Rosquinha com sua carinha de itinerante Igor, meme eterno, e sua pose bonachona é um turbilhão. E sente frio, apesar do pelo que parece branco. A neve, assim que cai, é branca também, como nos filmes, mas é fria demais, como jamais se sentirá no cinema, mesmo o 4D. Rosquinha já sabe disso melhor do que ninguém. E agradece aos pelos ilusórios, que mantêm aquele corpo todo em batimentos minimamente compassados. E deixam a indústria têxtil no chinelo. E viva as rosquinhas que alimentam as piadas do Homer e renderam um belo nome ao nosso amigo, que vive e sobrevive independente do onde, e que pode não ser assim tão fera, mas dá a mão à palmatória e faz valer as palminhas Happy Feet.

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