Orange tree :: Pé de laranja

Trying new short stories on creative writing course. English and portuguese.

My neighbor can’t stop coughing. Must be something bad and his cough is loud, long and strong that looks like tuberculosis, vomit, bulimia, weed or something absurd. I don’t know how tuberculosis is, but I do know that has to do with a lot of coughing. Medieval disease, my mom had when I was a little girl and we — me and my sister — had to sleep in separate houses for the first time, in our two grandmothers houses. I don’t remember that period, my childhood and teenage era is a mix up of memories, like a huge grey cloud where I don’t know when one ends and the other begins. Maybe I should write down all the first years and facts I recall, but I can’t find a practical use besides the comfort on having a proper history. Once I fell from a tall orange tree. I was at the top eating the fruits that are really sweet and everyone was screaming for me to go down, we have to go. As I started to climb down, something happened and my head hit first the tree and then the ground. I think that’s when I lost track of time.

*That’s an exercise from a creative writing course. I would love to recieve feedbacks, it really would help. If you prefer, send me an e-mail: tatireuter@gmail.com ;)

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O vizinho não pára de tossir. Deve ter algum problema e sua tosse é tão forte e sequencial que parece vômito, tuberculose, bulimia, maconha ou qualquer coisa absurda. Não sei como é tuberculose, mas sei que se tosse muito quando se tem. Doença medieval que minha mãe teve na minha infância e passamos, eu e minha irmã, meses em casas separadas, nas duas avós. Não tenho lembranças disso, da mesma forma que minha infância me aparece de forma nebulosa e não sei em que momento aconteceu o quê. Talvez devesse fazer uma régua dos eventos e marcar o que é da infância e o que chegou na adolescência. Não sei pra que serviria esse trabalho todo, mas seria bom ter memória em algum momento. Caí do pé de laranja quando visitei o sítio do amigo de meu pai. Talvez na infância. Chupava laranjas do alto do pé e eles insistiam para que descesse, mas estavam muito doces. Bati a cabeça em um galho e depois no chão. Quiquei na terra. Foi aí que perdi a ordem dos dias.

*Este é um exercício de um curso de escrita criativa. Um feedback seria muito útil. Se quiser, manda e-mail: tatireuter@gmail.com ;)

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