Ah, o amor…

Amar é ver filmes juntos. Não, amar é desejar fazer tudo juntos. Não, não… talvez seja a vontade de conversar, de se interessar pela vida um do outro, de se lançar no escuro abismo da convivência, que defina o amor. Buscamos o oposto, não o igual. Acredito nisso. Toda vez que eu me apaixono, quero levar o novo ao outro e quero que o outro me traga o novo. Quem sabe uma dieta nova, livre de glúten ou totalmente vegana? Quem sabe um novo amor me traga informações sobre esportes radicais ou tenha hábitos inusitados? Estou aberto ao outro como difusa possibilidade de me mesclar com o novo. Só não me venha com o igual, com o conhecido, com o que já sou. Não que eu não goste de quem eu sou, mas não é saudável ao intelecto reafirmar o próprio ego. Amar é se perpetuar em (in)certezas movediças? Não, não… quero, anseio, necessito do novo. Busco a descoberta de que exista vida num pensar diferente do meu. Ou não.

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