Foto: NASA

E Se?

E se nada disso for real. E se a matéria realmente não existir? De repente, tudo o que você imagina que seja realidade, não é. Já pensou nisso? Por pior que seja o lugar no mundo em que você possa se encontrar (social, fisico, emocional…), a esperança estará preservada. Não é real. Mas, como? Não sei… apenas sinto o sopro de vida que invade o meu rosto quando cogito esta possibilidade: “nada é real!”. É uma lufada de ar puro, um alívio, não acha? A má notícia é que pensar assim (também) pode te tirar do melhor lugar do mundo em que, eventualmente (ou melhor, afortunadamente), você possa ter se metido, pois também não será real. Nada disso que chamamos de matéria é real. Experimente isso! É libertador imaginar essa possibilidade metafísica. Ao menos imaginar, permita-se. Se conseguirmos embarcar nessa viagem encontraremos o multiverso. Existirá um outro ‘eu’ que agora está curtindo o melhor da vida enquanto que eu estou fadado à ficar ensimesmado com questões da existência, como esta. Eu sou o chato e ele o meu lado descolado, pulando (com aditivos e mulheres) num show do Safadão. Talvez existam até vários de mim, um gradiente de cores de possibilidades infinitas de mim mesmo (o ‘eu’ principal?). A vida vista por esta ótica (ou prisma) de possibilidades, me parece ser um antídoto para a nossa vaidade… e evita o constrangimento de, de repente, quando o mundo se der conta, de uma só vez, que nada é real… de não termos antecipado, ou ao menos cogitado, esta possibilidade (se liga, pois caminhamos rápido para uma comprovação acadêmica desta e de outras teorias metafísicas). A boa notícia é que nem o dinheiro é real. Nada é. Somos um monte de nada vagando pelo nada, contidos num vazio que foi tragado por um buraco negro de nada.

Mas, o que faz a ilusão da matéria parecer tão real? Não sei. Alguns dizem que estamos em algum tipo de matrix, capaz de criar, com algo parecido com modelagem em 3D, o mundo atômico. Outros acreditam que são as afinidades que faz o nada virar átomo ao nosso redor. Não sei mesmo. Estou tateando no escuro, tanto quanto você, apenas mantendo aberta a minha consciência para viajar livremente pelos campos floridos dessas possibilidades. Quando faço isso, posso tudo. Você também poderá se tentar… tente! Isso evita que quando olharmos para trás e percebermos que vivemos toda uma vida em uma faixa relativamente pequena de possibilidades que é (deve ser) a matrix, o remorso nos invada. Posso tudo, você também.

Agora se a matéria é aglutinada ao nosso redor por algum tipo de dívida/crédito de encarnações passadas, fodeu. É roleta russa. Não posso pagar por algo que eu não lembro. Isso tá me parecendo bem injusto, vou apelar pro supremo tribunal celestial.

Mas, falando sério… tente. Pensar assim é libertador e quer saber? Nos livra de uma (eventual) prepotência.