Um certo “je ne sais quoi”

Uma pessoa que emana luz a todos em sua volta, sabe como é?

Todo mundo conhece um certo alguém assim.

Até mesmo, quem sabe, você possa ser o tipo.

Não existe exatamente um gênero para este perfil, mas, se me permitem, prefiro descrevê-lo no feminino.


Ela é enigmática, não necessariamente bonita ou feita, mas carrega dentro de si um certo guéri-guéri, um ziriguidun, um borogodó, sabe como é?… um troço qualquer que atrai a atenção toda para ela, como se sua presença fosse um vórtex, um buraco negro, um triangulo das bermudas onde repousa o ego de todos os presentes. Ela sorri com leveza, dispensa a caipirinha e se debruça sobre uma cerveja de garrafa delicadamente servida por ela, com extrema leveza para não congelar, em um copo americano.

Seu nome não importa, falo do tipo.

Você a reconhece logo, é a líder da matilha. Ela orienta as demais a seguir a intuição. As outras, talvez mais providas pela natureza, porém sem o tempero moreno, na medida certa, de sua mentora.

Não falo de cor da pele, apenas tomo emprestado das negras, por uma certa licença poética, seu gingado e sua malemolência sensual, para descrevê-la. Mas essa enigmática personagem pode ser provida de qualquer cor de pele.

A moça em questão, parece não se importar com o que está vestindo, sua moda parece ser o conforto e a praticidade, demonstra ser antenada no que rola nas passarelas, mas somente para trocar ideias sobre as novas tendências com as garotas do brechó.

Ela é indescritível, eu sei, mas eu tento, mesmo assim. E passaria toda a minha vida tentando descrevê-la.

Na cama não se faz de rogada e diz logo como gosta de ser domada. Na verdade, deixa claro o tempo todo, com seus gestos durante a noite como gosta de ser tratada no sexo. Ela não sente vergonha de se submeter ao pau pois entende ser uma questão darwiniana milenar. Ela não fala em empoderar mulheres, não diz “primeiramente, fora…” o que quer que seja, nem defende atitudes indefensáveis de políticos corruptos, não. Ela não vibra nesta frequência, ela é feminina e deixa o feminismo para as filhas culpadas de mães produtoras do signo do machismo. Para ela não importa o sexo de seu parceiro na cama sim a qualidade do orgasmo.

Ela é assim.

E é esse certo “je ne sais quoi” que define um tipo específico e apaixonante de pessoa.

Reconheço o tipo logo de cara.

Aliás…

…pode ser você.

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