As derrotas são subestimadas

O que você aprende com elas?

Grasiela Gonzaga
Aug 29, 2017 · 3 min read

Acho que pra qualquer pessoa que seja competitiva (como eu mesma sou), quando perde um jogo a primeira reação é a de tentar identificar o "culpado". Geralmente, nunca achamos que foi a gente mesmo. Em outras, a gente acha que foi tudo culpa exclusivamente nossa.

Em 2013 com Dan Muller, no primeiro Torneio Paulista disputado pelo Storm, uma final disputada até o último segundo, com direito a overtime e derrota por um XP não convertido. Uma das minhas derrotas mais doloridas no Flag. (foto: Thiago Rontenberg)

Uma coisa é certa, a culpa nunca é exclusiva de ninguém. Afinal é um esporte coletivo, certo? Erros individuais acontecem e influenciam sim, mas e todos os outros mini erros que aconteceram no caminho? Será mesmo que apenas um lance é capaz de decidir uma partida?

Sim, é possível que uma falta idiota cometida numa 4a. pra TD ajude… e aquele drop dentro da endzone… e aquela bola tomada nas costas no finzinho?! Acontece todo dia… mas com certeza existiram outras dezenas de lances nesse jogo que também poderiam ser diferentes e poderiam ter evitado ou contribuído pra essa derrota.

E aí eu pergunto: quanto vale uma derrota?

As vezes vale o segundo lugar. As vezes vale a desclassificação. Outras só a chatiação mesmo… mas a gente precisa abstrair disso tudo pra aprender que as derrotas valem muito mais. Geralmente o verdadeiro valor delas só é percebido dias, semanas, meses e anos depois… mas o quanto antes você parar pra pensar, tirar as amarguras, as raivinhas e as frustrações da frente, vai perceber que sim, as derrotas tem seu valor.

O valor pode ser medido de diversas maneiras… quando você percebe seu grupo mais fechado e coeso, no aprendizado forçado de uma regra do jogo ou no sentimento de superação quando a vitória finalmente chega.

Talvez seja mais difícil quando você mais perde do que ganha… ou não, é mais difícil quando as derrotas são a exceção. Não importa. Perder sempre é difícil.

Tenha sempre em mente que por mais doloroso que seja, . Apenas siga seu rumo, olhe pra dentro de você e de sua equipe como um todo e construa suas vitórias, porque elas só dependem de vocês, do quanto vocês estudaram, compartilharam conhecimento, do quanto vocês treinaram no dia a dia ou juntas no domingo de manhã… e principalmente do quanto vocês deixaram em campo.

Uma das coisas que aprendi dentro dos campos nesses anos todos foi que aquilo que te derrubou hoje provavelmente será o que te consagrará amanhã.

Miami, 2016. A vitória contra a França garantiu o 6o. lugar do Brasil no Mundial de Flag Football da IFAF. (foto: Fabiano Silva Photography)

Meu nome é Grasiela, mas no meio do Flag todo mundo me chama de “G”. Tenho… ah deixa a idade pra lá! Já são mais de 7 anos de Flag Football. Ex-atleta, ex-dirigente, ex-water girl. Hoje árbitra e cada vez mais entusiasta do Flag. Ah, pra pagar as contas, sou designer e atualmente estudo UX.

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Campo MINAdo: Um medium dedicado às experiências das atletas de flag football no Brasil ❤

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Grasiela Gonzaga

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No Flag sou a "G". Já são mais de 7 anos de Flag Football nas costas. Atleta, dirigente, water girl, árbitra e entusiasta pra sempre.

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