As mulheres no flag

Acompanhando a série MONSTRAS DO FLAG que a Diana Fournier tem feito de maneira maravilhosa, percebi algo em comum — além, é claro, das dificuldades e do incentivo para as praticantes sigam firmes — é visível o quanto o time é importante para cada uma.

Bianca Brancaleone
Aug 8, 2017 · 2 min read
Minha blitzer do ❤ Natalia Rariz, a Pônei— a gente briga mas se ama!

Como pode-se ler no meu mini-perfil, me considero feminista desde lá meus 16 ou 17 anos, desde uma época em que eu gostava de esportes e tinha que disputar espaço com os meninos por uma quadra, desde que me sentia “estranha” por ser a única menina jogando futebol, desde que queriam que eu sentisse, mesmo que de forma “velada”, que aquele não era um espaço aceitável para uma mulher estar e querer ficar.

O que eu vejo em cada depoimento é como a união das atletas de um time de flag é importante, como a maioria já se sentiu deslocada e hoje se sente bem estando em campo, no treino ou em jogo. Já ouvi amigas dizendo que só se sentem 100% livres quando estão ali, juntas, correndo, caindo, sorrindo. Pra mim, esse sentimento de realização que só existe porque todo o ambiente permite, o desafio, a confiança, o pertencimento. Nós, como mulheres praticantes de esporte, sabemos como esses fatores são importantes, do contrário, tudo vai de encontro a desistência.

Essa frase da Tatiana Sabino no post sobre a vida dela no flag me marcou bastante:

Eu não jogo flag porque eu amo flag. Eu jogo flag porque minhas amigas amam flag. Eu jogo flag, porque o time que eu amo tem uma equipe de flag. Eu jogo flag porque eu sei que juntas somos muito fortes. Olhamos umas para as outras e nos tornamos mais fortes.

Nesses meus 2 anos de Vipers já vi muitas entrando, algumas saindo, mas uma coisa é certa: não fica ninguém que não seja 100% pro time. Quem entra e fica tem um sentimento de comprometimento inexplicável, coisa que nunca vi em nenhum outro esporte. Talvez seja essa a magia do flag: a união, o comprometimento, a dinâmica do esporte e a confiança que temos que ter umas nas outras para evoluir, e o sentimento que a gente pode tudo juntas!


campo minado

Campo MINAdo: Um medium dedicado às experiências das atletas de flag football no Brasil ❤

Bianca Brancaleone

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UX, feminismo, esporte e gatinhos — não necessariamente nessa ordem!

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