MONSTRAS DO FLAG — Mariana Teixeira
A conversa da vez foi com a MAN, Mariana Teixeira, safety e capitã da defesa da Seleção Brasileira de Flag Football

Mini Bio
Meu nome é Mariana Martins Castro Teixeira. Tenho 29 anos e sou natural do Rio de Janeiro. Me formei em gastronomia e administração. Já tive vontade de fazer várias faculdades mas hoje em dia não mais, hehehehe. Hoje em dia eu possuo uma loja de bolos caseiros. E em paralelo estou em outro projeto de uma plataforma online de venda de produtos eletrônicos e informática. Adoro filmes! Todos os gêneros, menos comédia romântica, hahahaha! Passei a assistir séries e hoje me amarro. Sou bem eclética quanto a gosto musical. Gosto de viajar (amo), ir à praia (apesar de não ir muito), treinar (academia), jogar flag, jogar futebol americano e dormir! Adoro dormir! Adoro fazer doce (acho que é uma habilidade), porque acredito que tudo que a gente faz com amor, dá certo.
Conquistas importantes no flag:
- Bicampeã Brasileira de Flag pelo Fluminense Guerreiras (2014 e 2015);
- MVP nas finais brasileiras de Flag (2014 e 2015);
- Bicampeão Brasileira de Futebol Americano Feminino (2014 e 2015);
- Melhor jogadora do special team;
(Ganhei alguns prêmios individuais mas confesso que não me recordo [tenho uma estante com alguns troféus]).
Entrevista
Desde quando você joga flag?
Jogava FA desde 2005. Já o flag, jogo desde 2012, quando fomos (sem ter quase nenhuma noção do esporte) participar do torneio brasileiro em Salto — SP. Fomos com apenas 7/8 jogadoras e ficamos em segundo lugar. Treinávamos com uma bola maior, pois na areia jogávamos com a bola padrão de FA e no flag é jogado com a youth. Sem saber que eram 4 para meio, 4 para TD. Estávamos treinando com 3 descidas.
Qual time de Flag você integra atualmente?
Atualmente eu jogo pelo Fluminense Guerreiras.
Qual posição você joga?
Minha posição de ofício é safety (defesa) mas quebro um galho no ataque quando precisa.
Já integrou outros times? Quais?
Jogo futebol americano no Fluminense Cariocas. Na época que jogávamos na areia, joguei por muitos times, inclusive Vasco e por último no Fluminense.
Nos conte uma história que te marcou no esporte.
Tenho muitas histórias boas dentro do flag. De alegrias, conquistas, frustrações, derrotas amargas, eliminação improvável. Seleção brasileira, na qual participei e todas as edições. Mas eu destacaria 3 rápidas histórias: primeiro nossa primeira conquista em 2014. Campeãs brasileiras, em cima do atual campeão, Storm. Defesa zerada. Ataque entrosado e o MVP. Não poderia ser melhor pra mim. A segunda história: Nossa tão improvável colocação no mundial de 2016. Jogo contra a França com uma interceptação minha no final do jogo para então disputarmos 5/6 lugar. Ficamos em sexto no mundial. Inédito.
E por último: nossa eliminação nos playoffs do ano passado. Time atual bicampeão. Ninguém esperava por isso. Mas as derrotas fazem parte. Reconhecer o mérito do adversário, saber baixar a cabeça e aprender com os erros. Aprendi muito com essa frustração.
O que esse esporte significa para você?
Meu caso de amor com o flag será, como eu posso dizer, “eterno enquanto dure”. Tentei me afastar, mas não consegui. É simplesmente algo que me deixa feliz ao extremo. Conhecer pessoas, defender a amarelinha, viajar com os amigos, me divertir, isso não tem preço. Enquanto eu ainda der um caldo, eu continuo jogando.
Que conselho você daria para as atletas novatas ou de times pequenos, com pouco apoio ou visibilidade?
E relação a apoio, infelizmente o Brasil não reconhece outro esporte que não o futebol. Feminino então… Pior ainda. Mas a gente joga porque a gente ama. E não tem nada melhor do que fazer o que te dá prazer. O flag está crescendo. Todo ano, novos times surgem, novas atletas e o campeonato cada ano que passa se torna mais competitivo. E são os times que hoje são pequenos que farão diferença e história daqui uns anos! Então o que eu tenho a dizer para aquelas que estão começando: Não desistam. Mesmo quando parecer difícil a jornada. Porque no fim, vai valer a pena. Se organizem, treinem. Marquem amistoso. Entrem em campeonato mesmo que percam (as derrotas nos ensinam mais), para ganharem experiência. Se dediquem. Dê o seu melhor. Se doe por aquilo que você ama. Não só o flag, mas para tudo na vida. Quando se há esforço, dedicação, vontade, tudo se conquista.
Quando comecei a jogar não imaginava que um dia seria bicampeã brasileira. Que faria parte da seleção. Mas eu coloquei na minha cabeça que eu queria isso tudo e corri atrás para alcançar! ❤


