QUEM APITA — Natália Moraes

Não é só de atleta e comissão técnica que se vive um esporte, árbitros são peças fundamentais também! Conheça um pouco mais sobre a Natália, árbitra conhecida dos jogos de flag football nacional

Fale um pouco sobre você: o que faz, se joga também…
Foto: arquivo pessoal

Meu nome é Natália Moraes, tenho 22 anos, 4 ou 5 anos de FA já.

Atualmente, eu sou quase engenheira mecânica (me formo ano que vem), de segunda a sexta trabalho com planejamento da qualidade em uma empresa maravilhosa de São Paulo.

Não jogo mais por um problema sério no joelho, mas ainda vou voltar a jogar!

O que te motivou a começar a apitar?

Eu ainda treinava no extinto time feminino, Silver Maiden, e então o meu técnico avisou que teríamos um curso de formação de arbitragem. Na época, eu já sentia um pouco as dores no joelho e sabia que a “carreira” de jogadora seria curta, mas adorava o esporte. Achei na arbitragem uma solução para continuar no meio.

Há quanto tempo é árbitra?

Já estou arbitrando há 4 anos.

O que é necessário para ser árbitra?

É necessária muita boa vontade, muito estudo, bom preparamento físico, boa postura e fome de estudar constantemente.

Como é o dia a dia? Faz algo específico ou diferente para se preparar para campeonatos e jogos?

Eu costumo andar uma média de 8 a 10 km por dia, cuidar da alimentação e tento manter uma vida saudável, pois normalmente os jogos são aos domingos, e segunda-feira entro no trabalho às 8:00, se não tiver bons hábitos acabo ferrando toda a minha semana com as dores ou o cansaço. 
Leio em média de 3 a 4 horas por semana os livros de regras e participo de um grupo de árbitros da NCAA para compartilhar experiências, o qual me ajuda muito sanando dúvidas.

(…) quanto menos a arbitragem aparecer, melhor foi o trabalho.
Dentro de campo os árbitros conquistam o respeito de jogadoras e comissão, existe alguma técnica para isso?

Claro que sim rs. Eu tento sempre tratar com muito respeito todas as jogadoras e comissões técnica, pois quanto menos a arbitragem aparecer, melhor foi o trabalho. Temos algumas técnicas de gerenciamento dos jogos que temos que aplicar o tempo todo, mas acredito que é essencial manter uma boa relação, saber ouvir e tentar manter o respeito o tempo inteiro.

Tem algum jogo em especial que foi marcante?

Eu tenho vários jogos. Eu apito diferentes modalidades hoje em dia e para mim todo jogo é especial. Eu particularmente, guardo na memória vários momentos como referee no jogo de Liga Nacional com a presença da minha madrinha, tia e avó, a final da Fefasp em um jogo eletrizante e com uma das minhas melhores equipes, um bowl 8x8 que foi toda a minha família e principalmente minha afilhadinha, o primeiro jogo apitando com a minha melhor amiga e a final do 5x5 da Fefasp nesse ano.

O que é mais difícil de ser árbitra?

O que poucas pessoas sabem é que temos uma vida além da arbitragem rs, temos família e vida. Faz 4 anos que não participo do dia das mães na casa da minha família, já perdi vários churrascos e aniversários. Para mim, essa distância é o mais difícil, mas eu tenho propósitos, sei que esse é meu melhor momento e faço tudo por uma razão.

E o que mais gosta?

Eu amo apitar. Gosto das viagens, das arbitragens em si, das pessoas que conheci, mas principalmente, da pessoa que venho me tornado com o auxílio da arbitragem. Eu tenho desenvolvido algumas características, como a gerência de pessoas, ouvir mais, melhorar a timidez e crescer como pessoa, virtudes que eu entendo como cruciais tanto para minha pessoa e profissionalmente como engenheira.

Se você pudesse dar uma dica ou mandar uma mensagem para as todas as jogadoras de flag no Brasil, qual seria?

Ahhh, com certeza, prosseguir, persistir e perseverar sempre. Temos alcançado níveis muito altos no flag e a tendência é só evoluir ainda mais nesse esporte maravilhoso.


Meu nome é Bianca, tenho 30 anos e jogo há mais de 2 anos na defesa do Sorocaba Vipers. Sou assistente na comissão técnica da defesa e participo do grupo de comunicação do time :)