o espelho preciso das velhas amizades

ficamos anos sem nos ver. muitos mais anos do que a convivência que tivemos, lá no fim da adolescência, no começo da vida adulta. mas um almoço de pouco mais de uma hora basta para reabrir um portal que leva a ambos a um tempo em que estávamos sempre juntos, em que sabíamos dos sonhos um do outro, em que torcíamos um pelo outro. nem sabíamos disso, mas agora fica claro. aquelas amizades que parecem vir de outras vidas, para quem acredita nisso. aquele afeto fraternal que não esmorece com os anos e os quilômetros de afastamento. ouvimos as histórias um do outro, abrimos o coração um para o outro como se não fôssemos os estranhos que, na verdade, nos tornamos. confiamos que a verdade que dividimos ali não vai ser espalhada, não vai ser exposta, vai apenas assentar mais um pouquinho essa amizade que veio não sabemos de onde e parece que vai nos acompanhar pra sempre. foi bom te ver hoje amigo velho. foi bom me ver pelos teus olhos. que bom ver que ainda temos na nossa essência aquilo que nos juntou tantos anos atrás. que importante perceber que nossas diferenças não nos fazem assim tão diferentes. esse tipo de conexão aparentemente eterna, mesmo que sem ser cultivada, empresta um pouco de tranquilidade ao nosso dia a dia apressado. eu estava com saudade. espero que não custemos tanto a nos enxergarmos de novo. sorte aí nos teus novos sonhos.

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