Professora de universidade de Rondônia lança obra sobre mulheres no garimpo

Jéssica Enderle Sbarbardelotto/Canal Feminista

Divulgacão

Após quase dez anos de pesquisas, Jeanne Lúcia Gadelha Freitas, doutora em Biologia e docente do Departamento Acadêmico de Enfermagem da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), lançou na última quinta-feira, 16, “Mulheres no Garimpo: vulnerabilidades do trabalho feminino na Amazônia”. O livro tem como proposta mostrar a contribuição das mulheres que trabalham nos garimpos do Estado, além de desconstruir a visão sobre o papel feminino nesses locais.

Em entrevista ao site G1, Jeanne explica que muitas pessoas acreditam que mulheres que frequentam esses locais têm a prostituição como ocupação, porém, muitas atuam como garimpeiras e sustentam suas famílias dessa forma, mesmo ao encontrarem dificuldades como a falta de saúde, educação e o trabalho informal. A obra ainda aborda as relações de gênero no ambiente, ao considerar o predomínio da presença masculina e a decorrência de epidemias de doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com a descrição, o livro “traz à tona questões pouco exploradas como a vulnerabilidade social e individual da mulher no contexto da feminização, interiorização e pauperização da epidemia de HIV/Aids na Amazônia”.

Com personagens que sonham alto e têm seus objetivos de vida vinculados à garimpagem, o livro garante colocar as mulheres garimpeiras como protagonistas, atuantes e como vozes que querem ser percebidas e reconhecidas, abandonando o costumeiro papel secundário que lhes é empregado. A obra já está disponível no site da Editora Appris e demais livrarias.

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