Em dia de manifestações, políticos buscam rota de fuga

Os protestos convocados por sindicatos contra as reformas da Previdência e trabalhista ocuparam as ruas de pelo menos 20 capitais brasileiras. O maior ocorreu em São Paulo, onde seis quarteirões da avenida Paulista foram ocupados. Lá, no início da noite, Lula discursou. “Não vamos ficar de braços cruzados, aceitando que presidente golpista e Congresso corrupto retirem os nossos direitos.” No Rio, a avenida Presidente Vargas chegou a ser interditada no final do dia, mas a manifestação foi pequena. Em Brasília, cruzes foram cravadas no gramado em frente ao Congresso e a sede do Ministério da Fazenda foi atacada com pedras.
 
 De Pablo Ortellado, professor de Políticas Públicas da USP: “Parecia que no governo Temer teríamos mobilizações maiores, já que se anunciava uma coincidência de objetivos com uma parte do campo antipetista insatisfeito com as tentativas de governistas de barrarem a Lava Jato e, em paralelo, as votações da PEC do Teto ameaçando os serviços públicos de saúde e educação que eram defendidos tanto pelo público vermelho, como pelo público verde-amarelo. Mas parece que as divisões morais e identitárias falaram mais alto impedindo que o antipetismo se aliasse com gente que via como corrupta e a esquerda se aliasse com gente que via como elite privilegiada e insensível.”

Míriam Leitão: os institutos antirreforma provam com números falsos que não há problema na Previdência. O governo se comunica mal. E, enquanto isso, o que realmente mobiliza parlamentares é a busca por um plano de fuga da Lava Jato. (Globo)

O Jornal Nacional levantou mais nomes listados por Rodrigo Janot em seus pedidos de abertura de inquérito perante o Supremo. Há pelo menos cinco governadores: Pezão (Rio), Fernando Pimentel (Minas), Renan Filho (Alagoas), Tião Viana (Acre) e Beto Richa (Paraná). Quatro senadores: Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Lídice da Mata (PSB-BA). O G1 tem a lista completa dos nomes que já vieram à tona.

Michel Temer e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Eunício Oliveira, e do TSE, Gilmar Mendes, se reuniram, ontem, para debater a reforma política. Cresce apoio ao modelo em que o Estado financia as campanhas eleitorais e os deputados se elegem por lista fechada. Ou seja, o eleitor vota no partido e as cadeiras são distribuídas de acordo com o percentual de cada legenda. Quem escolhe os parlamentares que as ocuparão são os partidos. (Estadão)

Enquanto isso… O ministro Herman Benjamin dá sinais de que está próximo de levar ao voto, no TSE, o processo que pode cassar a chapa Dilma-Temer, destituindo o presidente. (Estadão)

A Moody’s alterou a perspectiva da nota do Brasil de negativa para estável. O país continua sendo classificado como investimento de risco. (Globo)

O Fed, banco central americano, aumentou em 0,25% a taxa básica de juros do país, fixando o valor no intervalo entre 0,75% e 1%. Anunciou também que projeta mais duas altas ao longo do ano. O impacto no Brasil, porém, foi de queda do dólar, que fechou em R$ 3,12. Havia expectativa de uma alta mais forte. (Globo)

Um juiz americano suspendeu a nova ordem de Trump proibindo a entrada de cidadãos de seis países nos EUA.

A extrema-direita perdeu, na Holanda. O partido do premiê Mark Rutte conseguiu uma performance bem superior à do líder radical Geert Wilders. (Globo)

Cultura

Biografia em livro não pode, mas, em filme, Roberto Carlos autoriza. Aos 75 anos, o cantor vem recebendo em seu apartamento, na Urca, o diretor Breno Silveira, que quer levar às telas sua trajetória, da infância até a saída do programa Jovem Guarda, em 1968. O rei vai narrar o filme. Não confirmou, porém, se vai liberar os temas delicados, como o acidente que o fez perder a perna — um dos motivos de sua luta para proibir a biografia em livro, escrita por Paulo Cesar de Araújo. (Estadão)

Obra-prima de Oscar Niemeyer, o Palácio do Itamaraty completou 50 anos. Raul Juste Lores conta, na Folha, a história do edifício sede da diplomacia brasileira. Maior que os palácios do Planalto, da Alvorada, do Jaburu e que o prédio do Supremo Tribunal Federal, o Itamaraty foi talvez a obra de Brasília construída com mais cautela e planejamento.

Falando em arquitetura, o MAM do Rio recebe mostra sobre Antonio Gaudí. Estão lá 46 maquetes, entre elas, as da Sagrada Família e da Casa Milà. A proposta é desvendar o processo de criação do arquiteto catalão. (Globo)

Donald Trump comprou mais uma briga com um artista. Agora é a vez do rapper Snoop Dogg, que, em clipe recém-lançado, “atira” no presidente, caracterizado de palhaço. Trump, é claro, usou o Twitter para reclamar.

A propósito: A New York Magazine fez um histórico das confusões de Trump, via Twitter, com celebridades.

Coco, nova animação da Pixar, é “uma carta de amor ao México”, como define seu diretor. O filme já tem trailer.

Viver

Bom sinal para os defensores da legalização do aborto no Brasil. A ação sobre o tema, que chegou ao STF no início deste mês, terá como relatora a ministra Rosa Weber. A julgar por suas decisões anteriores, segundo a BBC Brasil, a tendência é que ela seja favorável ao direito das mulheres de interromper a gravidez. Não se sabe, porém, quanto tempo vai durar o julgamento.

Falando em direitos da mulher… Fernanda Mena escreve, na Folha, sobre a reforma da Previdência no que tange à idade de aposentadoria para homens e mulheres. Na proposta do governo, ambos os gêneros se aposentariam com a mesma idade (65 anos), algo que não necessariamente significa, como avalia a jornalista, igualdade no mundo do trabalho.

O estado do Rio confirmou a primeira morte por febre amarela. A vítima morava em Casimiro de Abreu, num bairro pobre onde são frequentes as queixas por infestação de mosquitos. O cenário é preocupante: já são 36 casos suspeitos da doença. O governo anunciou que vai intensificar a estratégia de vacinação nos próximos dias. (Globo)

O vazamento de fotos fez mais duas vítimas: Emma Watson, de A Bela e A Fera, e Amanda Seyfried, de Mamma Mia!. Da primeira, vazaram imagens de provas de roupas. Da segunda, nudes. Ambas já prometem processar os culpados. Há precedentes em Hollywood para que vençam. O hacker que vazou fotos de Scarlett Johansson nua, por exemplo, foi condenado a dez anos de prisão. Ainda assim, reitera-se que, no mundo digital, este tipo de privacidade acabou.

O Terceiro Reich foi movido a drogas: metanfetamina, speed, morfina, oxicodona, entre outras. O próprio Hitler era viciado, passou os últimos dias injetando drogas na veia. O escritor alemão Norman Ohler fazia pesquisas para uma ficção quando se deparou com documentos sobre o assunto. Decidiu escrever um livro, Blitzed: Drugs in the Third Reich, recém-lançado na Europa. “Historiadores são muito quadrados. Ninguém se atreveu a reescrever a história de uma maneira tão louca”, diz.

Milagres acontecem — ao menos no futebol. Uma pesquisa divulgada pela Economist mostra que o Barcelona tinha 0,1% de chances de virar o jogo e fazer o placar necessário para derrotar o Paris Saint-Germain, na partida que terminou com um incrível 6 a 1.

Cotidiano Digital

O Senado aprovou ontem a proibição dos limites para a internet banda larga fixa no país. O projeto, uma proposta de emenda ao Marco Civil da Internet, segue agora para a Câmara. (Estadão)

A exposição sobre Steve Jobs chega ao Rio no próximo dia 28. Vai ficar no Píer Mauá, no Prédio do Touring. Viaja em seguida a São Paulo. Para os fãs, será possível ver 30 produtos criados por Jobs desde os anos 1980, além do Apple 1, fabricado em 1976 e que na verdade é criação do outro Steve, o Woz, adquirido num leilão por mais de US$ 210 mil.

Por que a Microsoft comprou o LinkedIn? A primeira, em crise, pagou mais de US$ 26 bilhões pela segunda, que tem 400 milhões usuários. O movimento visa, é claro, dinheiro, mas também busca mudar a reputação da Microsoft no Vale do Silício.

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