STF acena para manter Fachin em caso contra Temer


O Supremo decide hoje se Edson Fachin continua relator das investigações a respeito da JBS e se a homologação que fez do acordo de delação premiada de seus executivos é final. Segundo o ministro, a homologação é uma formalidade na qual o juiz apenas avalia se o combinado entre Ministério Público e o colaborador respeita a lei, no início do processo. Num segundo momento, durante o julgamento, o juiz novamente se posiciona, conferindo se o acordo foi cumprido por ambas as partes. Ontem, além de Fachin, votou também Alexandre de Moraes. Chegou a haver uma articulação para colocá-lo no comando deste processo. Moraes, porém, acompanhou o relator. “Não poderá o Poder Judiciário”, disse, “substituir aquele acordo de vontade entre o Ministério Púbico e o colaborador, mesmo que o juiz não concorde.” Embora não tenham votado ainda, Luiz Fux, Celso de Mello e Marco Aurélio Mello se manifestaram favoráveis à tese durante o julgamento. Luís Roberto Barroso nada disse em plenário, mas já indicou ponto de vista similar em entrevistas. E a expectativa é de que Rosa Weber os acompanhe. Caso o provável se confirme, o STF deve manter, hoje, a investigação sobre o presidente Michel Temer nas mãos de Fachin e não vai questionar o acordo de delação com Joesley Batista. (Globo)

Segundo a nova pesquisa do DataPoder360, 79% dos brasileiros consideram que o presidente Michel Temer deveria renunciar ou ser cassado. E 12% acreditam que não há provas contra ele. Temer é avaliado negativamente por 75% dos entrevistados. (Essa era a opinião de 65%, em maio.) E 76% consideram que o TSE errou ao absolver a chapa Dilma-Temer.

O senador Romero Jucá deve apresentar, na próxima semana, uma proposta de minirreforma política. O projeto prevê um fundo público de R$ 3,5 bilhões, que seriam distribuídos entre os partidos para substituir o financiamento privado. A ideia é também extinguir coligações proporcionais — cada partido apresenta seus deputados sem alianças — e institui cláusulas de barreiras. O objetivo é diminuir a fragmentação partidária. Os presidentes de sete partidos — PMDB, PSDB, DEM, PSB, PP, PR e PSD — combinaram o modelo. As regras já valeriam para 2018. (Globo)

Kennedy Alencar: “A reforma trabalhista não está morta, porque Temer ainda tem capacidade de reunir maioria no plenário, mas a derrota mostra que as dificuldades cresceram. Se os obstáculos aumentaram em relação à trabalhista, outra reforma mais complicada, a da Previdência, fica em situação ainda mais difícil.”

Sérgio Cabral esboçou muitas histórias para os procuradores tentando garantir uma delação premiada. Ainda não conseguiu nada. Mas a repórter Malu Gaspar, da Piauí, teve acesso a uma: em 2009, o então governador reuniu-se com Lula e o prefeito carioca Eduardo Paes para combinar o suborno de membros do Comitê Olímpico Internacional e trazer os Jogos para o Rio. Cabral não revelou detalhes. Ainda. Mas as Olimpíadas foram compradas.

Joaquim Barbosa já foi sondado por Rede, PSB e, incrivelmente, o PT, sobre uma possível candidatura ao Planalto. “A verdade é que eu resisto”, ele diz. De acordo com Mônica Bergamo, o ex-ministro do STF vê algumas dificuldades. A primeira é pessoal — perderia liberdade de fazer e falar o que deseja. Há também a falta de dinheiro para uma campanha. E ainda pergunta: “Será que o Brasil está preparado para um presidente negro?”. (Folha)


Al Nuri, a principal mesquita de Mosul, segunda maior cidade do Iraque, foi destruída pelo Isis. Tinha 800 anos e um minarete com 50 metros de altura. Guga Chacra compara: “Seria o equivalente a destruir a catedral de Notre Dame em Paris”. O Iraque é o país onde há mais atentados do grupo. O jornalista continua: “As principais vítimas do Isis são os próprios muçulmanos; e os soldados e milicianos no campo de batalha lutando contra o Isis também são muçulmanos.” (Estadão)

O príncipe Mohammed bin Salman, indicado herdeiro do rei Salman, da Arábia Saudita, tem 31 anos e vem se mostrando belicoso no cargo de ministro da Justiça. A mudança na linha sucessora aponta para maior agressividade do país e instabilidade na região.

Para ler com calma: 25 anos depois de lançado, Francis Fukuyama volta a seu clássico O Fim da História, no qual previa a instalação de governos liberal-democráticos em todo mundo. “O populismo não é uma ameaça inevitável que lançará a Europa de volta aos anos 1930”, ele diz. “A base social para uma mudança assim drástica não existe.” Mas o cientista político reconhece que as democracias estão sofrendo. “Aqueles que têm poder e dinheiro começam a usá-los para influenciar governos em seu benefício”, afirma. “Quando a este fenômeno se adiciona polarização social, o governo perde sua capacidade de ser eficaz.”

Cultura

Em sua coluna na Piauí, Eduardo Escorel avalia O Jardim das Aflições, documentário sobre o professor de ultradireita Olavo de Carvalho que motivou o boicote por parte de cineastas do festival Cine PE. “A alegação dos que assinam a carta denota intolerância, só admitindo participar do festival se os demais participantes estivessem alinhados com suas próprias convicções. Ao retirarem seus filmes cometeram, além do mais, um paradoxal e estapafúrdio gesto de autocensura.”

Velho amigo da cena da música independente, David Lynch cumpre a sina e apresenta bandas em sua nova Twin Peaks. Dos sete capítulos até agora, relata a Folha, cinco têm um grupo tocando. A reportagem ironiza: “Em especial para quem gosta de música, a pergunta em Twin Peaks deixou de ser ‘Quem matou Laura Palmer?’ para virar ‘Qual banda vai tocar no próximo episódio?’”.

A Disney demitiu os dois diretores do filme de Han Solo, produção derivada da franquia Star Wars. A empresa alegou “diferenças criativas” para tirar Christopher Miller e Phil Lord, parceiros de Uma Aventura Lego (2014), da direção.

Não demorou, aliás, para que começasse a especulação sobre quem seria o novo diretor do longa. O primeiro nome a ganhar força foi o de Ron Howard, segundo o Globo. Ele assina a série Genius, cuja primeira temporada se dedicou a Einstein. A segunda, contou à imprensa, será em torno de Pablo Picasso. Sobre Han Solo, porém, Howard nada diz.

Vídeo: saiu o novo trailer da sétima temporada de Game of Thrones.

Viver

Hoje somos 7,6 bilhões. Em 2050, vamos chegar a quase 10 bilhões, indica nova projeção da ONU sobre a população mundial. Mesmo com as quedas das taxas de fertilidade, assim, continuaremos crescendo. “O que importa realmente não é o número de pessoas, mas o impacto ambiental que elas têm”, diz ao Globo o economista Sérgio Besserman. “O modo atual de produzir e consumir é insustentável para este aumento da população por degradar o planeta em uma velocidade muito maior que ele consegue se recompor.”

Galeria: no dia da ioga, uma modalidade nova, praticada com cabras anãs nigerianas.

Driblando a Anvisa, a Câmara aprovou a produção e a venda de alguns remédios para emagrecer, os chamados ‘inibidores de apetite’. Conta Cláudia Collucci, na Folha, são medicações que oferecem mais riscos à saúde do que os supostos benefícios. E, segundo ela, há um problema ainda maior na aprovação feita pela Câmara: “Se mesmo quando obedecido todo o rito da regulação existem efeitos adversos que só surgem quando a droga está no mercado e é usada por milhões de pessoas, imagine o que pode ocorrer com uma liberação na canetada, sem passar pelo crivo da Anvisa?”.

Vídeo: no dia da ioga, uma modalidade nova, praticada com cerveja.

Cotidiano Digital

Alguns roteadores caseiros das marcas Linksys, DLink e Belkin são suscetíveis à infecção por um vírus criado pela CIA, divulgou ontem o WikiLeaks. O programa, chamado CherryBlossom e utilizado desde 2007, entra no roteador e, a partir daí, o torna um aparelho de ‘escuta’, enviando para a agência americana cópia de emails, arquivos, lista de sites visitados e todo o tráfego que passa por lá.

A espanhola Cabify e a brasileira Easy uniram suas operações em toda América Latina. (Folha)

Para gamers com mais de 40, uma celebração nostálgica: a Sega pôs no ar, gratuitas, versões de Sonic (iPhone ou Android), Altered Beast (iPhone ou Android) e outros jogos clássicos.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Meio’s story.