Quem é Rodrigo?
Rodrigo: um coitado perdido e iludido. É isso que ele quer ser? É para isso que ele sai da cama todos os dias? Não.
Rodrigo: Inteligente, embora preguiçoso. Talvez essa descrição seja mais correta.
Rodrigo: Ao mesmo tempo um bom e um péssimo exemplo. Gosto desta definição.
Caramba, quem é Rodrigo?
Rodrigo é um personagem, então vamos tratá-lo como tal.
Todo dia ele deveria acordar as 8 da manhã, mas na realidade levanta as nove.
Toma um café, coloca uma música para tocar e preencher o silencio que ele tanto odeia, e começa a juntar energias para ir viver a vida.
Toma seu remédio, aquele que sempre precisa tomar, e nesse mesmo momento já começa a viajar. Não viajar fisicamente, mas sua imaginação está sempre longe. “E se esse remédio for, na verdade, uma conspiração para me manter sobre controle?” “e se o este remédio for nada mais do que pó sem componente nenhum, e sirva só como placebo?”. Coisas do tipo sempre passam por sua cabeça.
Em uma grande obra, nada é por acaso, nada é jogado, tudo tem um significado, pelo menos foi assim que aprendi em minha aula de estudos literários.
Mas esta não é uma grande obra, muitas coisas não tem significado maior do que aparentam. Um remédio, por mais que seja matéria de altas especulações para nosso herói, não passa disso, um remédio.
Mas então, continuemos nossa narrativa.
Rodrigo toma café todos os dias, e todos os dias isso o faz ir ao banheiro, para o qual todos os dias ele leva seu computador, com o qual todos os dias ele ouve músicas, as quais variam todos os dias.
Música sempre foi muito importante para Rodrigo, algo que ele sempre apreciou, mas nunca conseguiu aprender a fundo. Já tocou percussão em orquestra, já cantou em coral, já tentou tocar violão e até comprou uma guitarra. Mas Rodrigo dificilmente é um completador. Completador no sentido de uma pessoa que completa, termina o que começa. Rodrigo na maior parte das vezes abandona tudo na primeira oportunidade.
Se você procurar em seu computador, e nesse caso “seu” se refere à “pertencente a Rodrigo”, encontrará muitas listas de projetos a começar, ou então projetos começados, como: romances com meio capítulo, poemas de versos incompletos e partituras de música para “tirar”.
Rodrigo Não tem o costume de terminar as coisas, como provavelmente será também com este texto.

