Assisti Exterminador do Futuro: Destino Sombrio — e te conto o que achei

Mais um Exterminador do Futuro. Assisti aos três primeiros como a maioria das pessoas, lembro vagamento de outro com Christian Bale no papel de John Connor, acho que vieram um ou dois depois disso, não tenho certeza. O trailer pareceu interessante o suficiente para me levar para dentro do cinema e agora conto para você o que achei.
Sinopse (sem spoilers)
Três anos após os eventos de Exterminador do Futuro 2, que preveniram a tomada do poder pela Skynet, um t-800 é enviado do futuro e mata John Connor, ainda adolescente, na frente da mãe.
Mesmo sem a Skynet, no entanto, um android é enviado do futuro para matar Dani Ramos, ao mesmo tempo que uma humana modificada tecnologicamente segue o mesmo caminho para protegê-la. As duas cruzam caminho com Sarah Connors, que passou as últimas décadas caçando exterminadores.

Segundo uma pesquisa na sempre confiável Wikipedia, James Cameron retornou (como produtor) à série que criou e agora basicamente “apagou” tudo que aconteceu após Exterminador do Futuro 2. Ou seja, Cameron pega exatamente de onde a trilogia saiu dos trilhos. E dá para ver a diferença da sua mão.
O retorno de Sarah Connors é chave para dar legitimidade à mais essa sequência. 28 anos depois, Linda Hamilton retorna ao papel como uma guerreira que passou décadas lutando contra exterminadores após presenciar a morte de seu filho. Em alguns momentos a sua atuação cai em alguns clichês, mas no geral a sua presença conecta esse filme ao aclamado Exterminador do Futuro 2.
É divertido ver Arnold Schwarzenegger como um t-800 envelhecido. O problema é que, não por sua culpa, o filme cai bastante de nível na sua segunda metade. Parece que os roteiristas perderam a energia e começaram a encontrar alguns atalhos na história. Nada muito a sério, já que ninguém espera muita coerência nesse gênero.
Mackenzie Davis desempenha bem toda a parte física do papel, não vai demorar muito para vermos a atriz vestindo uma capa, seja na Marvel ou na DC. As frequentes exposições de informações, a maioria óbvia, não a ajudam muito na construção da personagem.
As sequências de ação são todas bem feitas e captam bastante o espírito do que se espera de Exterminador do Futuro. Com os mesmos poderes do T-1000 de Exterminador do Futuro 2, no entanto, o vilão desse filme não causa o mesmo medo e a intimidação do seu antecessor. A sensação é que ele não pode ser parado, mas uma vez que chega não é difícil impedi-lo de completar a sua missão. A dificuldade é encontrar uma forma definitiva de dar um fim ao robô.
Trata-se de um filme divertido de ação que provavelmente nunca mais assistirei. A partir do momento que postar essa crítica essas duas horas que passei no cinema deixarão minha mente, o que não é uma boa notícia para um estúdio que claramente pretendia reconstruir esse universo.
Nota final: 5,7
Minha opinião em uma frase: Trata-se de um filme de ação simples e sem muita substância, como os que Schwarzenegger estrelava no seu auge.
Sobre as notas
Tento ser rigoroso com as notas, mas também levando em conta o que cada filme se propõe a ser. Não sou um crítico profissional, sou apenas um cara normal que gosta de ir ao cinema. Para efeitos de escala, considero uma nota 5 como um meridiano: abaixo terei me arrependido de assistir. A partir de 5, não me arrependo.

