L.

Nicolas Henrique
Nov 7 · 2 min read

Bom dia? Boa tarde? Já não me interesso por isso. Estou com a cabeça em outro lugar, perguntando-me como é que vou fazer para vencer nessa caraia de vida. As coisas dependerem só de nós possui uma coisa mágica: Percebo que sou a voz de mim mesmo quando sinto que mudo e influencio o mundo. E vice-versa. Interação. Sempre me considerei alguém muito forte, tanto sentimental quanto fisicamente. Que ego, não? Errado, por que não sou nenhum dos dois. Só mais tarde fui descobrir que a força do coração e a força do braço não são medidas em quantidade. E mesmo assim, considerando-me bem forte e sabendo que não era, formei essa cascaruga onde até então me escondia. O lado de fora veio para arrancar de mim as fagulhas quebradas dentro do peito, as amarguras e lástimas, os vômitos e enjoos, as doenças, os vícios, as falsidades, as fraquezas… veio para arrancar tudo isso de mim. E eu, de dente escancarado de um lado ao outro, sorrindo feliz, aceito que eu mesmo tire isso de mim, que o mundo tire, que você tire. Não me importa, eu já não aguento mais ficar dentro de mim, com medo e suspeitando do dia em que ou a morte e guerra virá, ou a benção de uma vida boa cairá do céu. O que quero é lutar, sim, LUTAR! Quero viver e lutar pela vida, pela minha vida. Isso parece muito dramático, não?

Parece mesmo, mas antes de ontem, na rua, vendendo poesia tive uma crise. Pensei: Hoje eu morro. E andei até pisar na linha em que consigo saber que não há volta. Não somos idiotas, sabemos onde começa e onde termina a vida e como passar dessa linha. Dramático, mas é minha vida, e sangrarei por ela defendendo-a em seu direito maior: Ninguém, nem mesmo eu, tem o direito de tirá-la de mim. E assim anotei no meu caderno:

“Sobrevivi!
Se você não viver hoje, não poderá mudar o que tanto quer amanhã.”

E uma vida, mesmo que a minha, foi salva. Que a poesia seja um presente, vinda num pensamento quando você precisar.

Caroço e nó. Pedra e Correio. Abrigo sem teto.

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