Carta #04 — Oração e Reflexão

Algum tempo atrás estava refletindo sobre a prática da oração. Alguns conflitos na minha mente tais como “Deus sabe daquilo que você precisa”, “Deus não precisa de você” e “não há nada que você possa fazer por ou para Deus” povoavam a minha mente. Então por que ou para que orar?

A crítica que C.S Lewis faz na quarta carta é uma crítica as pessoas que se colocam no centro da oração. Nessa carta, Lewis não está falando das pessoas que fazem pedidos e intercessões para si mesmas, mas sim, as que tentam, durante a oração, gerar sentimentos nobres. Essas pessoas geralmente querem uma experiência espontânea e mística no momento da oração. Se essas pessoas pedem perdão para Deus, logo elas se sentem perdoadas ou se elas pedem coragem, logo se sentem tomadas de ânimo.

O problema não é ter sentimentos durante a oração ( o que é algo normal), mas sim se sentir o super espiritualzão na hora de orar. A oração deveria ser algo sincero. Ou seja, se você se sente um lixo, provavelmente esse sentimento não irá passar com uma oração na qual você pede a Deus que deixe de ser um lixo, pois o processo de conversão do cristão dura a vida toda. Provavelmente se com uma oração você se sente bem, algo pode estar muito errado na sua oração ( eu geralmente saio me sentindo lixo). Porém, a oração boa gera reflexões. Ou seja, o que você sente é o menos importante.

Orar é basicamente falar verdades. Por mais que Deus não precise de mim, a oração é um momento onde somos sinceros e falamos a verdade, tanto as bíblicas como as pessoais (confissão). E das boas orações saem boas reflexões que nos ajudam na jornada da fé.

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