Eldrey Seolin Galindo
Feb 27 · 5 min read

É minha primeira vez na Campus Party, mas sempre ouvi falar que era um evento para a galera “dormir em barracas e jogar” e que basicamente no evento só teriam gamers e uma internet de deixar qualquer um com inveja.

E sim, tinha muita gente acampada e jogando além de uma internet de 40Gb. Mas os “gamers” não só jogavam, eles levaram suas obras de arte, desktops e notebooks modificados de todas as formas possíveis, cheios de LEDs e um “poder de fogo” fora do comum. Conversando com eles, percebi que eles não estavam só jogando, eles sabiam eletrônica, mecânica, programação, modelagem 3D… o jogo ali era hobby, os desktops customizados ao máximo ou eram resultado de estudos, (alguns estavam na graduação) ou eram o objetivo dos estudos, para aqueles que não tinha dinheiro para pagar e resolveram fazer.

Entorno desses jogos e dessas máquinas, se formou grupos de curiosos e entusiastas, querendo saber como era feito, trocar ideias, contatos ajudas… pronto, organicamente surgiam grupos e relações que só o futuro dirá, mas eu aposto que de um desses vai sair uma startup ou comunidade nova.

Falando em comunidades, muitas delas estavam lá junto com outras empresas apresentando e discutindo tanto dentro da área paga (Campus Arena) quanto da área aberta (Open Arena).

Como foi minha primeira vez na Campus Party, fui focado em aproveitar um pouco de tudo, mesmo que isso significasse ficar indo e vindo da open para a arena e enfrentando uma fila demorada para a revista, tanto para sair quanto para entrar. E aqui já deixo uma dica, se não precisar de mochila, não leve mochila, eu levei uma para coisas como blusa, escova de dentes e guardar alguma coisa, mas isso só significou pegar a maior fila para ser revistado e abrir a mochila inúmeras vezes, enquanto a fila sem mochila estava vazia a maior parte do tempo.

Um pouco sobre as palestras

Minha primeira parada, depois de curtir os desktops e o pessoal jogando, foi um workshop Introdução ao Kubernetes, um minicurso hands-on. Não pude participar ativamente do workshop, por não poder levar o notebook, mas deu para observar do lado de fora e ver um pouco sobre Kubernetes, que é um gerenciador de contêineres, que nunca tinha ouvido falar.

Em seguida fui para uma palestra na qual eu estava muito interessado, primeiro por ser diretamente relacionado com o futuro, segundo por fazer parte da minha área de pesquisa no mestrado. A Ética e a I.A.: como será a Humanidade na qual viveremos em 2114?no palco Steam. Pena que eram apenas 45min para uma discussão que poderia levar horas, e o palestrante André Echeverria (diretor de transformação digital e inovação da Brasscom), conseguiu apenas levantar as questões e indicar alguns livros e artigos para ler.

Saindo dessa palestra, mais umas voltas pela Campus, que estava bem mais agitada e outra palestra As novas soluções tecnológicas, os dados abertos e os serviços financeiros no palco Coders, onde os palestrantes Alberto Azevedo e Gabriela Ruberg falaram de aplicações desenvolvidas pelo Banco Central Brasileiro para disponibilizar dados financeiros do Brasil. No final eles apresentaram a API do Banco Central, que por sinal me pareceu ser bem documentada, tanto em inglês quanto em português e tem um foco bem claro de permitir a criação de serviços financeiros, inclusive robôs para investimentos.

Algumas impressões 3D que estavam expostas.

Sai correndo dessa palestra para comer e ir para a próxima A expansão da impressão 3D:até onde ela vai chegar ? no palco Makers com o Diogo Lacerda. A palestra foi muito boa e novamente o tempo foi curto, mas deu para ver um bocado de coisas que são feitas com impressão 3D, e quando digo ver não foi só no slide, ele levou alguns objetos impressos em diferentes tipos de impressoras, deu para entender bem como cada impressora pode resolver um problema e como economizar antes de sair imprimindo. Uma coisa que eu sempre tinha curiosidade e por preguiça nunca tinha pesquisado, era como funcionava as impressoras de resina. Bom, agora eu sei como elas funcionam e quais as diferenças.
O Diogo também escreveu um artigo sobre a sua experiência em participar da Campus Party: Campus Party Brasil 2019 (CPBR12): Uma experiência incrível.

Outra palestra que assisti, foi a de Computação Quantica: panorâmas de mercado e possíveis aplicações no palco Coders. Stephanie Kohn mostrou que a computação quântica ainda está longe de estar em nossas casas, mas não de interferir no nosso dia-a-dia e que boa parte das empresas que trabalham com inteligência artificial estão investindo em computação quântica, empresas como: IBM, Microsoft, Google, Intel, D-Wave, Huawei, Alibaba e outras. Sendo essas com aplicações já disponíveis e gratuitas para teste.
A computação quântica ainda pode ajudar muito a área médica, mapeando DNAs, simulando propagação de doenças, analisando combinações de remédios. A Volkswagen, em parceria com a Google, conseguiu mapear e prever a necessidade de táxi em uma cidade, conseguindo resolver o problema complexo de rotas Vs demanda.

Por fim, a última palestra do dia: Como trollar machine learning? — Uma abordagem de segurança sobre ML que também foi no palco Coders. A palestrante Sofia Marshallowitz quebrou um pouco a ideia de alguns de que ML não pode ser invadida e enganada, ela comentou algumas formas de você fazer uma IA, se confundir ou aprender coisa que não devia. “O que me remete a palestra que falei acima sobre a ética e a I.A”

E assim acabou meu dia na Campus Party São Paulo, quem sabe ano que vem não tem mais, com mais dias ou até uma participação, por que não?


O que me ajudou e o que eu faria diferente?

Uma coisa que me ajudou bastante, foi adicionar no aplicativo as palestras favoritas, as palestras acontecem em vários palcos espalhados pela área fechada e aberta da campus, saber onde eu queria estar e que horas me ajudou bastante, mas não evitou alguns atrasos.

Chegar cedo e “mapear” o lugar, o aplicativo até tinha um mapa, mas nem zoom ele tinha, e como falei, cada palco era em um canto. Eu cheguei 1h antes da primeira palestra, deu tempo de andar por tudo rapidinho e descobrir onde ficavam os palcos, as empresas que eu queria ver e onde iam ter as atividades. Ah, não adiantou muito perguntar para os segurança e pessoas do campus onde ficavam, nem eles sabiam direito.

Almoçar no shopping definitivamente não foi uma boa ideia, perdi muito tempo e no final acho que gastei quase a mesma coisa, vale a pena comer por lá mesmo.

CESAR Update

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Thanks to Fernando Padoan and Thayssa Lacerda

Eldrey Seolin Galindo

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