“Vou voltar, sei que ainda vou voltar… para o meu lugar”

Como se manter otimista

Dias difíceis. Violência, crise, desemprego, aumento de impostos… É ligar a TV ou acessar a internet e sentir um peso no peito. Em tempos como esse, eu percebo a responsabilidade que assumi ao me auto intitular “Otimista incurável”. Eu levo a sério isso.

Além do caos alardeado pela mídia, por motivos pessoais, tive um dos meses mais difíceis de minha vida até hoje. E tive que me perguntar: eu continuo otimista?

Desculpem-me por chegar nesta manhã de quinta-feira como uma nuvem tão negra. Mas não pretendo continuar neste tom. Como está escrito lá em cima, quero falar sobre como se manter otimista.

E acho que o primeiro passo é reconhecer e abraçar os momentos em que você não se sente nada otimista.

A vida às vezes nos dá cartas ruins para o jogo. A vida às vezes nos cansa. Não é preciso ser otimista e positivo o tempo todo. Podemos, e precisamos, parar um pouco e sentir nosso cansaço, nossa tristeza.

Isso nos ajuda a reconhecer em que pé estamos. Não adianta fugir da realidade, ela não vai a lugar nenhum. Quem somos e onde estamos são duas coisas intimamente relacionadas. Sem nos dar o tempo para perceber onde estamos, fica difícil saber quem somos.

Tempo para recarregar as baterias. Para lidar com as próprias emoções. Só você vai saber quanto tempo é necessário. Pode ser uma tarde. Pode ser uma semana. Pode ser um mês.

E então precisamos voltar a nos mover.

Sem esperar a nuvem negra passar. Sem esperar que as condições estejam favoráveis.

Manter a rotina. Fazer mudanças onde achar necessário. Encarar os desafios que puder. Se forem grandes, ótimo. Se forem pequenos, ótimo também.

Manter-se em movimento nos ajuda a ter perspectiva.

Perspectiva nos ajuda a parar de olhar somente para o nosso mundo e olhar em volta. Independente do momento em que você esteja, uma coisa é certa: a vida não pára. Tudo está em constante movimento e mudança. Não há como impedir isso. O melhor a se fazer é seguir junto com a vida.

Mas seguir com o fluxo da vida não significa abrir mão de qualquer responsabilidade sobre a sua jornada. Não podemos controlar as marés e os ventos, mas podemos escolher içar as velas e seguir rumo ao horizonte, mesmo que desconhecido.

Afinal, o desconhecido é tudo o que temos pela frente.

Temos nossas casas, nossas famílias, nossos trabalhos que nos dão esta falsa sensação de que sabemos o que irá acontecer amanhã. Mas não sabemos. Não podemos controlar o amanhã, mas podemos escolher vivê-lo — venha como vier.

E é assim que eu me mantenho otimista.

É um fino equilíbrio entre controlar pequenas coisas — minha rotina, minhas ações, minhas escolhas — e me libertar do grande medo do desconhecido. Me dar tempo para respirar, para olhar em volta e perceber onde vim parar. Descobrir quem sou eu neste novo mar. Para então, içar as velas novamente, gritar “Gerôôônimo!” e seguir tempestade adentro. E quem sabe, encontrar a bonança.

É um processo.

As vezes eu perco o leme e não faço idéia de como navegar.

Mas em outros momentos, me sinto muito feliz só por estar no barco, curtindo a viagem. Afinal, não tem nada mais inspirador para um otimista do que o horizonte.

Dani Lima é profissional independente, especialista em marcas e colaboradora na Abacomm. E uma mãe orfã de mãe </3

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