Educação para surdos: Signa oferece capacitações a partir da sua cultura e língua, a Libras

Conheça: www.signaedu.com

A Signa nasceu em janeiro de 2016 para resolver a falta de oportunidade dos 9,7 milhões de surdos brasileiros em se capacitar e fazer cursos com qualidade, a partir da sua cultura e língua, a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A startup tem forte compromisso com a educação. Com uma plataforma online adaptada e cursos produzidos didaticamente em Libras e com legendas, a Signa capacita e prepara surdos ao oferecer conteúdos relevantes para o mercado de trabalho.

A Fabiola Borba, Embaixadora Choice, foi uma das idealizadoras do negócio e hoje é sua diretora geral, nos conta sobre suas motivações e desafios:

Fabiola Borba foi Embaixadora Choice

“A motivação para empreender veio, com certeza, das experiências que eu vinha tendo com o Movimento Choice, onde estava conhecendo histórias incríveis de empreendedores sociais e seus trabalhos de impacto; e do meu trabalho na Fundação CERTI, no Centro de Empreendedorismo Inovador, onde atuava dentro dos programas de empreendedorismo: Sinapse da Inovação e InovAtiva Brasil. Eu estava respirando empreendedorismo e vendo muitos exemplos que me fizeram desejar embarcar em algo próprio. O tamanho do possível aprendizado pessoal me encantava.

A Signa veio do Startup Weekend Education Floripa, em 2015, onde eu participei com um grupo de pessoas que propuseram que a gente trabalhasse em uma startup para pessoas surdas. O fato de o meu pai ser surdo fez com que eu interessasse pelo tema e tivesse uma grande conexão com o projeto durante aquele final de semana. Ter ganhado o SW em primeiro lugar também foi um empurrãozinho para acreditar que a Signa tinha potencial”.

Choice - Quais foram os caminhos que te permitiram criar o negócio? Quem te ajudou? Como ajudou?

Fabiola - O primeiro apoio que recebemos foi do próprio SW. Como de praxe do programa, os ganhadores sempre recebem alguns serviços e bônus. O maior prêmio que recebemos foram algumas horas no coworking que na época chamava SmartMob (não existe mais). Essas horinhas se transformaram em alguns dias e a parceria com o coworking e a conexão com as pessoas que lá estavam foram aumentando e nos trouxeram uma rede ótima. Foram os primeiros parceiros da Signa. De lá pra cá diversas portas se abriram e recebemos apoio de muita gente que acreditou no projeto. Do Bootcamp do Social Good Brasil ganhamos nossa grande mentora, a Fernanda Bornhausen, e um pivot no nosso projeto. Depois tive a honra de participar do primeiro Choice UP da Artemisia. Lá rolou muita troca de conhecimento e conexão. Aliás, foi onde conheci um empreendedor que abriu portas para um grande trabalho que fizemos junto com a UBER. O apoio dos programas de aceleração SEED de MG e do Sinapse da Inovação foram cruciais na nossa caminhada de aprendizado e transformação de uma ideia para um negócio. Nesse meio tempo também recebemos grandes apoios do Impact Hub e atualmente da Estácio de Sá. Teve também o Programa de Negócios de Impacto Social do Sebrae, onde nos capacitamos como empreendedores. Porém, o apoio da comunidade surda foi o maior que poderíamos ter recebido, os intérpretes, tradutores e usuários surdos, foram eles que nos permitiram testar, entender os problemas e buscar soluções.

Choice - A Signa está passando por um processo de aceleração no Chile, como está sendo a experiência e quais os maiores aprendizados até aqui?

Fabiola - Nós conhecemos melhor a oportunidade do Start-Up Chile enquanto a gente ainda estava participando do SEED, em BH. Algumas das startups que estavam lá já tinham participado do Start-Up Chile e nos incentivaram muito a nos inscrever e até nos ajudaram no processo. A experiência está sendo ótima, o programa veio em um momento que precisamos de mais um fôlego financeiro para encarar a próxima etapa, naquele momento já com a proposta de valor validada mas ainda testando possibilidades de monetização. O maior aprendizado que o Start-Up Chile está trazendo é a formação do nosso mindset para pensar globalmente, tomar decisões e escolher estratégias que facilitem replicar o negócio em outros países mais tarde. Essa forma de pensamento é diariamente instigada pelo envolvimento com empreendedores do mundo todo e pelas mentorias recebidas.

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Hoje a Signa oferece a venda avulsa de cursos que são produzidos pela própria comunidade surda, pessoas com fluência em Libras que possuem algum conhecimento e desejam compartilhar com outros surdos. É a comunidade ensinando a própria comunidade, o que também gera renda extra diretamente para a rede de criadores de conteúdo, os professores. Conheça: www.signaedu.com

A equipe de empreendedores também é formada pelo Leandro da Cunha, Icaro Rezende e Manolo Torres.

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Os Embaixadores Choice formam a maior rede de lideranças jovens engajadas em causas de impacto social do país. Já são mais de 800 em todo o Brasil!

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