
Crítica | Atômica
Filme de espiões na guerra fria sem muita surpresa
Por: Dereck Lacerda
Lorraine, uma agente secreta interpretada por Charlize Theron, desde o início já encontra inimigos e mesmo sem armamento disponível a espiã se vira com uma corda e se livra dos indesejados. Sempre com muita elegância e frieza, ela combate com socos e chutes. Lorraine é posta como uma mulher invencível, sempre imponente, fria, bruta e delicada ao mesmo tempo, com fala calma e envolvente está sempre demonstrando confiança.
O cenário da história se passa na Guerra Fria, em que a espiã se encontra em desentendimentos de agências de segurança da Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. O longa é contado com vários flashbacks e explicações que facilitam o entendimento de quem assiste. Além disso, a trilha sonora com diversos clássicos melhora o muito a trama.

Depois de um tempo o filme fica parado, com cenas de ação simples e muito diálogo. Até que chega o momento em que os espiões colocam os planos em prática e conseguem surpreender com tamanha criatividade. O ponto alto é quando começa uma determinada cena de ação digna de um filme de espiões. O plano sequência são intensos e longos. Tem tudo a audiência de um filme de ação espera. Sem contar o excelente trabalho do câmera que fez esta cena, vários giros rápidos e com poucos cortes.
Todos os espiões no filme demonstram pouca vulnerabilidade, mostrando serem todos muito experientes no que fazem. Os diálogos são curtos e há sempre momentos de alívio cômico. Em resumo podemos dizer que David Leitch dirigiu bem o filme e conseguiu realizar uma história que não é ruim, mas também está longe da excelência de um filme de espiões.
