Reduza seus Consumos nas Redes Sociais

As redes sociais são mídias inteligentes. Quantos amigos você tem? Quantos amigos aparecem no seu feed? O Facebook, em específico, sabe exatamente o que você costuma curtir mais. Sabe quem te curte mais. Sabe quais assuntos te interessa. Sabe muito mais de você do que você pensa.

O quanto de informação você agrega a sua página? Já reparou, que o seu feed de notícias sofre um looping de informações geradas por você? Só se encontra informações que lhe convêm. Qual é a notícia mais importante de hoje? Você já a encontrou na sua rede social?

No ano de 2014, eu li um artigo, que dizia o seguinte: “tente não curtir nada do seu Facebook por um período de tempo e veja o que acontece! ”. Ocasionalmente, este era o ano das eleições, e eu, que gosto pouco de me envolver com política, decidi não curtir mais nada no meu feed de notícias por durante este longo período.

O que mais aparecia eram imagens de bichinhos fofinhos, post de ex-chefes meus, páginas de notícias, entre outras coisas aleatórias. Muitas pessoas não estavam presentes ali e eu não notava.

Uma semana passou e não aconteceu nada de diferente. Porém, depois de um mês, notei uma mudança enorme. Praticamente todas as pessoas que eu tenho, apareciam ao menos uma vez em que eu abria o aplicativo. E em todas as vezes que eu fechava e abria o aplicativo, coisas novas surgiam.

Propaganda de Curso — Sugestão por ter amigos envolvidos

Início das eleições. Pessoas dividas entre a direita e a esquerda. Informações de mais no Facebook. Todos opinando. Curtidas ali, post aqui. E eu silenciosa. Via tudo, não curtia nada. Não compartilhava nada. Não comentava nada.

E foi este o momento que eu realmente percebi que, o meu consumo era nulo. Que o Facebook não conseguia identificar o que eu queria. Qual era a informação mais relevante naquele dia? Podia ser qualquer uma. Eu não tinha opinião. Não criava estatística. Eu podia ser uma máquina.

Bichinhos Fofinhos

E eu fiz o teste. Abri meu aplicativo três vezes. E três situações aconteceram, bem distintas: na primeira vez, todas as pessoas de esquerda que tinham opiniões e publicações iguais, apareceram; na segunda vez, todas as pessoas de direita, fossem elas do Rio ou de São Paulo, surgiram; e na terceira vez, o meu Facebook surgiu com bichinhos fofos, coisas aleatórias e fotos de famílias.

O que eu queria consumir naquele dia? A mídia social não sabia. Ela estava perdida e eu tinha a possibilidade de ver tudo. Toda hora um jeito diferente. Já pensou em quantas curtidas já deu hoje e a quantidade de amigos que aparecem no seu feed de notícias? Dê um tempo e se surpreenda. A falta de consumo de informação pode surpreender você.

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