Redesenhar o congresso nacional

O nosso voto tem poder para tanto?

Vamos supor que apenas o nosso voto considerado em particular fosse suficiente para redesenhar o congresso. Como poderíamos fazer a melhor escolha possível? Como fazer uma escolha da qual não venhamos nos arrepender depois? Você está arrependido por ter votado em quem votou? Você se lembra em quem votou?

Essas e outras perguntas permearão essa publicação nos próximos meses. A proposta é acompanhar, se não todos, pelos menos os atores políticos de maior expressão para 2018 e reunir todas as informações que possam ajudar-nos a fazer uma melhor escolha ou não fazer escolha alguma.

Congresso Nacional, 1958 — Oscar Niemeyer

Se pudesse atribuir outro objetivo maior a essa publicação, seria o de transcender a bipolaridade ideológica que domina o debate político desde 2014 com mais intensidade e discutir os problemas do país de verdade, não brincar de reproduzir discursos de um lado ou de outro.

Não pretende-se aqui, por outro lado, cair no lugar comum do voto consciente, precisaríamos antes de uma definição do que seria tal coisa. A pretensão é mais simples. Tão somente reunir informações, acompanhar os possíveis candidatos, avaliar publicações de todos os lados ideológicos, comparar narrativas,etc…

Por fim, é desnecessário dizer que imparcialidade não existe, mas honestidade intelectual sim, é possível pensar sobre os fatos de forma honesta quando estes fatos são verdadeiros. O problema está na veracidade dos fatos (ou na falta dela) atualmente, como se a verdade não fosse algo importante para nossa decisão.

Pensar o Brasil, pensar as nossas potencialidades e possibilidades enquanto um dos grandes países do mundo, para além de nossas preferências ideológicas, para além do desejo que elas prevaleçam, talvez seja querer demais nos tempos atuais, mas é a única forma de pensar seriamente o Brasil.

Talvez o processo não seja tanto sobre transformar a realidade imediata por meio do voto, mas transformar a nós mesmos pelo estudo.

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