A felicidade despreocupada do mamoeiro acidental

No cruzamento entre duas ruas com nome de índio, margeando o bairro que herdou seu nome das fazendas de Perdizes, um mamoeiro nasceu por acidente.

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Ninguém sabe ao certo como conseguiu atravessar o concreto.

Talvez um caroço de mamão tenha caído do lixo. Ou tenha rolado desde a barraca de frutas da feira que ocupa a rua toda quinta. O insistente caroço provavelmente escorregou por uma brecha na calçada para se encontrar com o solo. Ali germinou e achou sua maneira de crescer.

Logo logo será possível colher mamão do pé ali na esquina. E, saboreando a fruta laranja, talvez consigamos descobrir se o acidente é o mamoeiro ou a cidade ao seu redor.

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