A primeira imagem detalhada de uma estrela gigante distante

A etsrela 1Gruis (Créditos: Observatório Europeu do Sul)

Uma equipe internacional de astrônomos liderados pela Universidade Estadual da Geórgia liberaram as primeira imagens de uma estrela gigante longe de nós. Na imagem, a estrela 1Gruis aparece quase que sem contornos e livre de poeira espacial, de células de convecção e grânulos.

Esta estrela é uma das estrelas da constelação de Grus. É cerca de 350 vezes maior que o nosso Sol, mas é bastante parecida com o nosso astro.

“Esta é a primeira vez que temos uma estrela tão gigante que em sua imagem não há ambiguidades com este nível de detalhes”, comenta Dr. Fabien Baron, professor do Departamento de Física e Astronomia da Universidade Estadual da Geórgia. “O motivo é que existe um limite para os detalhes que podemos ver com base no tamanho do telescópio usado para as observações. Para este trabalho, usamos o interferômetro”.

Uma das características da estrela que se assemelha a nossa é a sua atividade de convecção. A convecção é a transferência de calor por conta do movimento da massa de moléculas dentro de um meio liquido ou gasoso. O Sol tem cerca de dois milhões de células convectivas; para as estrelas gigantes como a 1Gruis, estudiosos acreditam que existam apenas algumas destas células grandes devido a sua baixa gravidade superficial. Logo, estudar sobre a 1Gruis vai melhorar ainda mais o entendimento do funcionamento da nossa estrela além de compreender melhor o futuro do Sol e das estrelas gigantes.

1Gruis foi observada com o conjunto de telescópios PIONIER, no Chile, em setembro de 2014. Baron utilizou dados anteriores e da época, softwares de reconstrução de imagens e algoritmos para compor as imagens da estrela. Este estudo também foi o primeiro a confirmar teorias a cerca dos grânulos, que são características das superfícies estelares resultantes da convecção, nas estrelas gigantes.

Na imagem, a estrela apresenta algumas leves variações de cores que indicam variações de temperatura nestes locais. As estrelas não possuem a mesma temperatura em toda a sua superfície; como não há uma forma mais invasiva de estudar a parte interna das estrelas, entender a dinâmica de suas temperaturas superficiais é a principal chave.

O artigo completo com todas as descobertas foi publicado na revista Nature.