Com ajuda de AI do Google, telescópio da NASA descobre exoplaneta

Impressão artística sobre o sistema ( Créditos: NASA / Wendy Stenzel)

O último anúncio de 2017 da NASA foi realizado hoje (14): com a ajuda da inteligência artificial do Google, o software Google AI, astrônomos utilizando dados do telescópio Kepler conseguiram identificar mais um exoplaneta ao redor da estrela Kepler-90. Os astrônomos estão entusiasmados com a possibilidade de usarem ainda mais ferramentais de inteligência artificial como ajuda na identificação de novos mundos.

O exoplaneta foi batizado de Kepler-90i. Orbita sua estrela a cada 14,4 dias e rochoso. Ele orbita a estrela Kepler-90 juntamente com mais outros sete exoplanetas. A estrela está a cerca de 2.545 anos-luz de distância de nós.

Apesar da descoberta interessante, este exoplaneta não tem tantas expectativas para abrigar vida: é 30% maior do que a Terra mas está perto demais de sua estrela, com uma temperatura semelhante a de Mercúrio. O planeta mais distante que orbita esta estrela, Kepler-90h, é o que apresenta chances maiores.

“Assim como esperávamos, há descobertas emocionantes escondidas nos nossos dados arquivados do [telescópio] Kepler à espera da ferramenta ou tecnologia certa para serem desvendados”, comentou Paul Hertz, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA em Washington. “Este achado mostra que nossos dados serão um tesouro disponível para pesquisadores inovadores nos próximos anos”.

A descoberta foi possível quando o software Google AI começou a ser treinado pelos pesquisadores Christofer Shallue e Andrew Vanderburg para identificar possíveis exoplanetas em dados de comportamento dos brilhos de estrelas. Logo, computadores começaram a ser ‘ensinados’ a captarem a menor mudança no brilho das estrelas e a vasculharem dados arquivados do Telescópio Kepler.

Estas mudanças de brilho ocorrem quando os exoplanetas passam na frente da face de sua estrela voltada aos telescópios. Sendo assim, a inteligência artificial conseguiu identificar uma fraca mudança que correspondia ao oitavo planeta, que não tinha sido identificado anteriormente.

Os pesquisadores comentaram que treinaram o AI para identificar trânsitos de exoplanetas usando um conjunto de 15 mil sinais previamente examinados do catálogo de exoplanetas do telescópio Kepler. Logo, o AI aprendeu um padrão e descartou 96% dos dados deixando apenas aqueles que realmente poderia ter algo significativo. Sendo assim, o AI foi redirecionado para analisar sinais mais fracos; foi quando o exoplaneta foi identificado.

“O sistema da estrela Kepler-90 é como uma mini versão do nosso Sistema Solar. Você tem planetas pequenos na parte interior do sistema e grandes na parte exterior. Mas, todos estão muito mais perto entre si [e de sua estrela]”, diz Vanderburg.

Os planos agora são de continuar utilizando este preceito para continuar a caça por novos mundos fora do nosso Sistema Solar.