Detecção das ondas gravitacionais ganha Prêmio Nobel de Física 2017

Créditos: Nobel Prize

Em 2016, fomos pegos de surpresa com a detecção das ondas gravitacionais de Einstein. Fruto do choque entre dois buracos negros, as ondas foram anunciadas 100 anos após Einstein tê-las previsto em sua teoria da relatividade geral. Agora, Rainer Weiss, Kip Thorne e Barry Barish, líderes da descoberta, foram laureados com o Prêmio Nobel de Física 2017 pela detecção.

Os sinais chegaram pela primeira vez no dia 14 de setembro de 2015 ainda de forma fraca nos detectores do Observatório de Ondas Gravitacionais do Interferômetro Laser (LIGO). Em 1970, Rainer Weiss analisou possíveis fontes de ruído de fundo que pudessem, de alguma forma, ajudar na detecção. Ele então desenhou com sua equipe um detector, que seria um interferômetro a laser, que superaria esse ruído e seria capaz de detectar as ondas gravitacionais.

Nos dias atuais, o LIGO é um incrível projeto que envolve cerca de 1 mil cientistas de mais de 20 países. Novas detecções ocorreram durante o ano de 2016 e houve grande expectativa de que a descoberta fosse agraciada com o Prêmio Nobel de Física 2016; porém, os vencedores foram David Thouless, F. Duncan Haldane e Michael Kosterlitz após abrirem a ‘caixa de pandora’ da matéria ao estudarem os superfluídos.

Espalhando-se a velocidade da luz, as ondas gravitacionais são criadas quando alguma massa acelera ou quando buracos negros rodopiam um ao redor do outro. É como jogar uma pedra num lago: imagine a pedra como a massa que acelera e o espaço como sendo o lago. As ondas que se formam do local em que a pedra caiu para o restante do lago são as ondas gravitacionais. Elas preenchem todo o espaço e são capazes de contar um pouco da história do que as formaram.

Eisntein, entretanto, estava convencido há mais de 100 anos atrás de que seria impossível detectar tais ondas. A equipe do LIGO conseguiu a façanha após operarem um par de interferômetros lasers capazes de medir mudanças muito menores que um núcleo atômico.

A descoberta foi uma revolução para a Ciência, uma vez que conseguíamos explorar o universo apenas utilizando radiação e partículas eletromagnéticas. As ondas gravitacionais são uma forma fascinante de conhecer o Universo e um pouco do seu passado ainda desconhecido pela humanidade.