“Pense nisso”, e não “pense isso”

Aprendi com o Mário Sérgio Cortella, ontem, na comemoração de 20 anos sem Paulo Freire, intitulada, sabiamente, “Paulo Freire Vive”.

Cortella foi orientando de Freire no doutorado na PUC-SP. Ao relembrar aquele tempo, disse que Paulo Freire o ensinara certas coisas importantes, como era de se esperar de um orientador, mas nunca de maneira impositiva. “Ele nunca me disse ‘pense isso’, dizia ‘pense nisso’”.

Pense nisso” é sintomático de um compartilhamento de caráter sugestivo, reflexivo e provocador. É derivado de uma certa compreensão de educação em que aprendizes e educadores estão ali, naquela relação educativa, como iguais, ainda que singularmente diferentes.

Pense isso” é cabresto.

Viva Paulo Freire!


Trabalho por uma educação mais autêntica e que leve em conta os desejos e sonhos das pessoas. Se quiser saber mais sobre meu trabalho, é só entrar no meu site: www.alexbretas.com.br