Pesquisa da Google revela o que é preciso para trabalhar em grupos.

Quais os aspectos mais importantes para projetos educacionais?

Não é suficiente criar grupos de pessoas pensando apenas nas habilidades e no desejo de participação. Descubra os aspectos mais importantes para colaborar com sucesso em projetos educacionais.

Os resultados do projeto Aristotle, conduzido pela Google, indicam cinco característica de grupos bem sucedidos.

O todo é maior do que a simples soma das suas partes. Aristóteles.

Pontualidade

Os membros de um grupo fazem acontecer, terminando as tarefas no prazo e produzindo materiais que são de boa qualidade, atendendo as expectativas.

Clareza

Grupos que se desenvolvem melhor possuem objetivos bem definidos, e conhecem bem o seu papel no grupo.

Significado

O trabalho é significativo para cada membro, todos trabalham no entorno de uma missão que os une.

Impacto

O grupo acredita no impacto das ações desenvolvidas.

Segurança Psicológica

A capacidade de se expressar sem ser julgado e poder, assim, correr riscos de errar, tendo oportunidades para testar possibilidades.

Considerando a minha experiência pessoal, relatos, e um pouco de pesquisa, alguns desses aspectos são difíceis de estabelecer na cultura brasileira. Bom, devemos modificar nossas formas de relacionar em grupo.

Iniciar uma colaboração sem um objetivo para a reunião: a pauta de uma reunião e o tempo de reunião devem ser definidos com antecedência para garantir a agilidade e preparo para a discussão. Assim, outros assuntos, serão tratados em outros momentos. Foca no foco!

A pontualidade não é uma característica cultivada nas relações profissionais no Brasil. Realmente, é muito cansativo e contra-produtivo ter que relembrar um membro de um projeto que ele ou ela ainda não compartilhou o trabalho que já deveria ter concluído há duas semanas atrás. Ainda pior, quando marcamos uma reunião e o colaborador aparece horas depois, indicando clara falta de organização pessoal ou interesse genuíno, ou egocentrismo. “Desculpa, o trânsito estava horrível”. Pessoalmente, é um “não vamos trabalhar juntos”.

A inspiração, muitas vezes, é esquecida e os aspectos técnicos já são colocados na mesa sem uma conexão humana, que entenda os sentimentos, os medos, e os desejos pessoais. As pessoas são e sempre serão pessoas. Pense em você mesmo quando confrontado com uma nova ideia ou uma nova tecnologia. Eu acredito que motivação e sucesso, vem, de fato, de um grupo de pessoas que conseguem comunicar suas ideias para inspirar outros antes mesmo de ensinar ou co-construir qualquer assunto. Falar de problemas só se for para propor soluções, mas antes de propor soluções, vamos escutar uns aos outros. Não me venha com negatividade sem pensamento construtivo, e não me venha com uma atitude eu tenho a solução para todos os seus problemas.

Se você não acredita no que faz, genuinamente, e não consegue enxergar formas de utilizar o que faz para transformar os desafios reais presentes em nossas vidas e nas sociedades em que vivemos, então você não é um bom membro para um time de sucesso. Provavelmente você diz: “Isso é muito difícil, não vai dar certo”. “O governo deveria estar resolvendo isso”. “As pessoas não cuidam umas das outras, o mundo está errado”.

Finalmente, a hierarquia das relações entre os brasileiros, que ainda buscam uma noção de autoridade suprema, que consiga definir o melhor caminho para a vida de todos. Acredito, que, essa percepção está também enraizada na estrutura opressora das nossas instituições, incluindo as escolas. Direção, professores, e estudantes, numa cadeia em que o de cima pisa no de baixo, e por aí vai, isso, nas Universidades. Nas escolas toda a pressão principal acaba no professor, ele é o culpado. Bom, não dá pra fazer de vítima também, mas responsabilidade de times são de todos, e os estudantes também tem a sua responsabilidade em transformarem o seu aprendizado e o ensino dos seus educadores.

No final, falta diálogo entre todas as partes, gerador dos grandes problemas brasileiros. Não existem times ou instituições que funcionem bem focando nos títulos, atitudes, e na noção de poder. Grupos que buscam sucesso devem se basear nas inteligências e nas emoções coletivas, confiantes de que todos podem contribuir para transformar o mundo. Basta escutar!

Fonte: Inc

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