Studio 54

Luz, neon, espelhos e brilho: assim nasceu o espaço onírico e lendário dos anos 70 criado por dois amigos do Brooklyn, o Studio 54.

Com o fim da Guerra do Vietnã, a atmosfera era de celebração e, simultaneamente, emergia a música disco. Os criadores Steve Rubell e Ian Schrager captaram exatamente o Zeitgeist, mas levaram além.

De Bianca Jagger entrando num cavalo branco a um trabalhador de Wall Street (recém-retornado do Vietnã) que no clube era conhecido como a drag Rollerena, o espaço abrigava os nomes mais conhecidos da época, entre eles: Keith Richards, Andy Warhol, Jackie O, Cher, Liza Minnelli, Mick Jagger, Michael Jackson, Debbie Harry, Grace Jones.

No Studio 54 tudo parece possível, todas as intolerâncias e barreiras quebradas. Os gays que viviam uma homofobia ainda mais forte naquela época, os trans que tinham medo de pisar na rua e morrer encontravam refúgio no clube entre os maiores nomes das artes.

As possibilidades não se quebravam apenas no social, mas na arquitetura do clube: plataformas movediças para carregar pessoas, luzes dispostas pelos melhores especialistas, camarotes com binóculos. O Studio 54 se resume na quebra de barreiras e na manifestação da liberdade de múltiplas formas.

Apesar das armadilhas da fama e do esnobismo em que caíram com um clube de sucesso estrondoso, foi um fenômeno cultural inegável.

Cheio de plot twists e segredos de bastidores, esse documentário te faz querer sair dançando.

Eu pelo menos quis…rs

PS: Ainda tem sessão no Festival do Rio.