The Hobbit: An Unexpected Journey (2013)

Crítica ao filme de Peter Jackson

Imenso tempo depois da estreia, eis que decidi viajar, ou melhor, regressar á Terra Média. A primeira vez que fiz essa viagem, a experiência foi deveras satisfatória. Já passou algum tempo, desde a estreia da trilogia Lord of the Rings, mas arrisco em dizer, que continua a ser o supra-sumo do cinema épico.

Este regresso não correu muito bem.

Tirando a parte nostálgica; o reencontrar personagens queridas e paisagens familiares soube bem, mas não foi suficiente para que no final do filme tivesse ficado satisfeito.

The Hobbit: An Expected Journey falha em demasiados aspetos. Não tem o mesmo tom épico da trilogia Lord of the Rings, está repleto de cenas e momentos impossíveis (aqueles anões sobrevivem as quedas mais inacreditáveis), tem momentos bem mais infantis, CGI a mais e demora demasiado tempo.

Pelo que sei (ainda não li Tolkien), mas este filme é baseado num livro de 300 páginas, pelo que adapta-lo em 3 filmes me parece ser demasiado exagerado. Aqui é o dinheiro a falar mais alto, depois a consistência falta e o produto final revela-se um pouco desapontante.

Foi pena, pois pensava que seria um “prólogo” (e as ligações á trilogia estão lá) melhor.

O único momento que me fez lembrar o que melhor Peter Jackson fez, quando decidiu embarcar nesta jornada até á Terra Média, foi quando Bilbo Baggins encontrou Gollum nas cavernas. Um momento genial, que me fez pensar que The Hobbit: An Unexpected Journey poderia ter sido muito melhor.

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