Animais Noturnos ( Nocturnal Animals, 2016)

Esse negócio de contar uma história dentro de outra história é dos mais manjados, mas entre os filmes recentes, creio que Animais Noturnos seja o que melhor arquiteta seu enredo, de modo que as três linhas narrativas (presente, passado e o livro escritor por um dos personagens) se complementam e nunca se atropelam.

Não era mesmo o caso de indicar a Amy Adams ao Oscar aqui, embora ela esteja ótima com seus olhos “cheios de tristeza”.

Já o trio Jake Gyllenhaal, Aaron Taylor-Johnson e Michael Shannon se destaca, pois acabam por protagonizar os melhores e mais tensos momentos do filme. Taylor-Johnson está ótimo no papel de sujeito-estranho-e-descontrolado.

Tudo o que há de problema com o roteiro (os diálogos são bem frágeis e às vezes tão óbvios quanto aquele quadro escrito “vingança”) acaba sendo compensado pela direção de Tom Ford, que impregna o filme não apenas com cores marcantes e enquadramentos lindos, mas também com um clima tão estranho (aquela abertura é sensacional) quanto envolvente.

Nota: 4/5