Gigantes de Aço (Real Steel, 2011)


Pai e filho há muito separados e em clima de ódio mútuo fazem uma viagem de caminhão rumo a um lugar onde enfrentarão um grande desafio. Durante o percurso vários problemas acontecem, mas juntos conseguem superá-los e aos poucos eles passam a perceber o quanto amam um ao outro. Basicamente, esse é o enredo de Falcão, o campeão dos campeões (1987), clássico da Sessão-da-tarde no qual Sylvester Stallone interpretava um caminhoneiro que disputava campeonatos de quebra de braço (mais testosterona impossível).

Pegue esse enredo, tire os brutamontes suados mostrando os bíceps em torno de uma mesa de boteco e coloque robôs se digladiando num ringue de boxe e terá Gigantes de Aço. O longa dirigido por Shaw Levi (que cometeu Uma noite no museu) coloca Hugh “Wolverine” Jackman no papel de pai despirocado que de uma hora pra outra se vê obrigado a estabelecer relações com o filho.

A história se passa num futuro não tão futurístico (não há naves nem banheiros sem papal higiênico), mas cheio de merchandisings da HP. O boxe e o MMA já não fazem mais sucesso (lutadores brasileiros chegam a ser citados) entre a galera que curte uma violênciazinha, a moda agora é lutas de robôs. Sem sangue, mas com muito óleo e lata amassada, a brutalidade está garantida.

Os efeitos especiais são impressionantes, pois os movimentos dos robôs são muito realistas. Ok, talvez isso se deva ao que foi desenvolvido nos “Transformers”, mas ao contrário do deu colega Michael Bay, Levi não entope o filme de cenas de ação e destruição em detrimento da narrativa. Elas estão lá, mas com moderação e a serviço do roteiro, que embora seja meio batido como comprovamos no primeiro parágrafo e, por isso mesmo, previsível, ainda assim consegue emocionar.

No fim das contas “Gigantes de Aço” nos remete a um filme do Stallone, mas não esse que ele interpreta o Lincoln Falcão e sim aquele em que conhecemos Rocky Balboa. E isso é muito bom.


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