Data Informed Design: entendendo as métricas

Em vez de falar sobre métricas na condição de “sabe-tudo”, queria compartilhar com você a minha jornada no entendimento desse conceito tão falado.

Para começar, me pergunto: o que são métricas?

“Métrica é uma extrapolação de medidas, isto é, uma conclusão com base em dados finitos.”, segundo o Business Process Managment CBOK — versão 3.0,

Observando o que dizem alguns especialistas e colegas, entendo que métrica é uma informação que pode ser obtida do cruzamento de um dado (valor, medida) com uma dimensão (tempo, um lugar, origem etc).

Por exemplo, medindo o número de downloads do meu app [valor] durante um dia [dimensão], obtenho a informação, métrica, de que meu app registrou 10 downloads em um dia.

Isso é interessante, mas não o suficiente, porque essa resposta traz muitas perguntas. Qual a referência que pode fazer com que essa métrica indique alguma coisa para mim? O contexto transforma a métrica em indicador de desempenho, um KPI (key performance indicator).

“Indicador é uma representação de forma simples ou intuitiva de uma métrica ou medida para facilitar sua interpretação quando comparada a uma referência ou alvo.”, segundo o BPM CBOK — versão 3.0, (BPM — Business Process Managment)

Portanto, se eu pegar informações similares de um concorrente como referência, posso avaliar uma situação, formular algumas conclusões para me ajudar a definir uma meta viável.

Seguindo com o exemplo anterior: meu app tem 10 downloads por dia, mas comparo com o principal app concorrente e observo que ele teve 100 downloads durante o mesmo dia. Caramba! São 10 vezes mais do que o meu!

Agora acho que tenho um problema! Essa métrica virou um KPI e indicou que o dia não foi nada bom pra mim.

Mas talvez não seja tão grave. Esta métrica, sozinha, pode me levar a conclusões erradas, como se meu app fosse um fracasso perante o concorrente. Mas se eu escolher outra métrica indicadora (KPI) que denote o total de downloads por todos os dias desde o lançamento, tenho uma média muito maior que do concorrente. Ufa!

Minha cabeça então fervilha com novas e interessantes perguntas. Será que é assim sempre? Qual o total de downloads em por ano, por mês ou desde o lançamento da app? Qual a média? Meu concorrente está em crescimento ou declínio? Eu estou em crescimento, estagnação ou declínio? Preciso de mais informações, mas peraí… Pra quê? Preciso de uma direção, um objetivo para deixar mais claro o que quero saber.

No caso do meu exemplo, o que eu quero é avaliar o market share do meu produto ou app. Munido deste objetivo (ou A Grande Pergunta), posso estabelecer uma meta, definir as métricas indicadoras (KPIs) e, com os resultados, planejar as ações para manter minha app saudável e continuar acompanhando.

No fundo fiz uma engenharia reversa para entender o que poderia fazer com certos dados que tenho ou que desejo obter. Mas, segundo meus estudos, é melhor definir o objetivo primeiro, e depois pensar e descobrir as métricas certas. Responder “por que medir?” pode me ajudar a direcionar sobre “o que medir”.

Mas será que existe um ponto de partida já pronto que me ajude a definir métricas para montar um produto de sucesso?

Não estou preparado ainda para afirmar que sim, mas achei um caminho para esta resposta. Descobri um framework chamado The HEART Framework, muito interessante, divulgado pelo Google Ventures. Vou testá-lo nos produtos em que trabalho, debater com colegas e trazer algumas conclusões em um próximo artigo.

Obrigado por ler! Fique à vontade para comentar e enriquecer este tópico.

Fontes:
blog.iprocess.com.br/2014/05/medidas-metricas-e-indicadores/
library.gv.com/how-to-choose-the-right-ux-metrics-for-your-product-5f46359ab5be#.eu2rur3pr
www.dtelepathy.com/ux-metrics/

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.