UX/UI: O que esperar em 2016

O ano de 2016 está começando sua sprint. Para fazer o encerramento de um ciclo e olhar o que vem à frente, o time de UI/UX da CI&T se reuniu para falar sobre suas expectativas.

Em 2015 vimos o time crescer com o desafio de não perder a proximidade e a unidade, o que foi possível mantendo os princípios que nos tornaram um grupo forte e também com a adoção de novos, que nos guiaram a um caminho ainda melhor.

O grande desafio 2016 é superar o ano que passou. Vejamos o caminho para isso.


Smart Cities - por Ana Marafiga

A lei da responsabilidade fiscal e a situação política e econômica do Brasil criam o cenário ideal para se pensar em iniciativas que utilizem os recursos de forma mais consciente e otimizada visando tornar as cidades cada vez mais inteligentes.

De olho no copo meio cheio, UX e CX podem liderar o caminho que leva as grandes metrópoles brasileiras a se tornarem smart cities. Algumas iniciativas já começaram. Um exemplo disso é o que acontece com o transporte público na cidade de São Paulo, onde é possível acompanhar o deslocamento dos ônibus pelos dispositivos móveis, através de aplicativos que consultam a localização fornecida pelo GPS instalado nos veículos, tornando possível que as pessoas verifiquem o ônibus mais próximo e optem pela melhor forma de locomoção.

Os gestores públicos e a sociedade precisam de soluções integradas. É o momento de pensar no macro e ir além do aplicativo instalado no smartphone. O futuro aponta para profissionais que trabalham com UX e CX unindo as pontas soltas e criando melhores experiências.


Fidelização e cross-channel - por Armando Affonso

O consumidor está e estará cada vez mais envolvido com a marca em termos de fidelidade. Essa fidelidade não é apenas com programas e cartões, mas sim no seu relacionamento com a marca, produto e serviço, por meio da tecnologia. Ecossistemas se consolidarão, possibilitando essa fidelização e com o apoio do conceito de Mobile-first (que não é mais novidade — a novidade é o entendimento de sua importância por parte dos stakeholders). O grande passo de 2016 será marcas cumprindo suas promessas para o consumidor em todos os canais: isso fará com que o usuário ache um serviço ou produto relevante.


Mudança de cadeiras em 2016: Você não sabe, mas estará no comando — por Cléo Cardinale

A transformação digital está revolucionando o hábito de consumo das pessoas. Isso não é nenhuma novidade para a geração y, z, etc. Com a consumerização de smartphones, redes sociais, cloud, todas as informações estão trafegando em real time nas mãos dos consumidores e as empresas precisam mudar o mindset e ceder a cadeira para esse novo protagonista. Ele vai dar as cartas!!! Se você não oferecer algo que seja relevante, atenda os seus anseios, seus desejos, etc…praticamente você ficará fora do jogo. A mudança de cultura da área de TI será inevitável. Não vai bastar inovar por si só para ter um diferencial competitivo. Será necessário olhar de ângulos diferentes, ouvir, entender o que as pessoas tem a dizer antes de sair desenvolvendo qualquer solução digital. Acredito que em 2016 o trabalho será muito mais colaborativo, deixando de lado as diferenças, hierarquia, com o objetivo de criar um produto ou serviço que atenda uma necessidade e seja relevante para as pessoas. Executivos, engenheiros, designers, pesquisadores, psicólogos, marketing, inovação e consumidores planejando, priorizando, construindo e desconstruindo juntos. Muitas iterações através da experimentação. Sim, estou falando de experimentação, pois o mercado está passando por uma transformação cultural e digital e ainda não houve uma aderência 100%. Quem não tem uma app ou um site responsivo estará morto! E já estamos experimentando a tão falada IoT. As empresas estão, ou melhor, estarão preparadas para esta transformação em 2016?


O amanhecer da Interface Zero — por Daniel Roda

Apesar de ainda nos basearmos em informações visuais quando lidamos com devices ou navegamos na internet, há algum tempo estamos vivendo dentro de uma realidade onde as máquinas e sistemas estão sendo projetadas para nos anteceder.

Motivados principalmente por uma noção comercial que sonha em antecipar suas necessidades, os sistemas com essas características tem se desenvolvido exponencialmente a cada novo ano. Já podemos dizer que temos exemplos bastante populares, tais como o Amazon Echo, Siri, Cortana, “Ok, Google”, Kinetic e sensores/controladores domiciliares produzidos pela Nest.

Em entrevistas recentes, os pesquisadores da Microsoft apontam que a grande tendência do próximo ano é o desenvolvimento pesado em inteligência artificial: máquinas que nos compreendem em nossa forma mais natural: palavras, reações, gestos, costumes. As interfaces foram criadas para que conseguíssemos explicar nossas vontades para as máquinas; agora, as máquinas estão sendo gestadas para devolver o favor e nos compreender. Parece que o jogo virou, não é mesmo? :P

Por mais assustador que isso possa parecer aos vários UI Designers do mundo, o questionamento é necessário: como esses profissionais devem se capacitar em um mundo que é possível sem interfaces? A resposta é que o designer precisará evoluir sua compreensão visual para uma visão holística, desenvolvendo uma visão mais aprofundada do comportamento humano, bem como envolver-se mais diretamente com o aterrorizante mundo dos dados que fazem a coisa toda andar.


UX como nova força no Empreendedorismo Digital - por Danilo C. de Almeida

Para acompanhar as tendências e oportunidades do mundo digital, empresas e start ups vem buscando inovar na prestação de seus serviços, criando produtos cada vez mais focados em atender às necessidades e despertar novos desejos de seu consumidor, cada vez mais conectado. Essa demanda aumentará ainda mais a necessidade de atuação de profissionais de UX, extendendo o escopo da navegação e usabilidade para a inovação e experiência de consumo como um todo, em ambientes que podem transcender o digital. Usando como apoio a utilização de dados analíticos concretos e eliminando “achismos”, ferramentas de analytics mais especializadas nas necessidades de UX serão apresentadas, permitindo que a gestão de produtos fique cada vez mais próxima do que já pregava o mestre Jakob Nielsen: “Preste atenção no que seus usuários fazem, e não somente no que eles dizem".


IoT e UX: impulsionando o despertar do Customer Experience (CX) — por Jeancarlo Cerasoli

A imprevisibilidade da crise econômica no Brasil estimulará a busca por soluções tecnológicas criativas, baratas e realmente funcionais. Esqueça a famosa geladeira que tuita! A inovação virá de pequenos dispositivos de baixo custo conectados à internet mas que proporcionam uma experiência que efetivamente facilita o dia a dia do consumidor. Veremos a internet das coisas sendo aplicada em soluções úteis e relevantes. Aqui o terreno será fértil para as startups e corporações que aperfeiçoarem suas inovações de IoT investindo em melhorias que favoreçam a experiência do usuário (UX). Como consequência, esta aplicação de UX em soluções físicas despertará um maior interesse e aprimoramento do Customer Experience (CX) ao explicitar o potencial das novas formas de interação das marcas com seus consumidores, uma vez que o customer experience (CX) envolve uma jornada muito mais ampla que não tem necessariamente apenas pontos de contato online.


Todo o conteúdo publicado é responsabilidade do Time de UX/UI CI&T e não necessariamente expressam a opinião da CI&T.

Quer conhecer? Acesse www.ciandt.com

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