ArcheAge, Defeito na Barba (Parte 1 de 3)

Este sou eu e minha mãe. Não nessa ordem. haha

“Eu sei que este dia será um dia produtivo porque…

…todos que estão aqui na primeira fileira estão com a barba feita!”

Silvano e eu no ArcheAge. Em breve faremos uma conexão com isto.

Essa foi a frase de entrada para uma palestra que vi na Reitoria da UFRN sobre não lembro bem o que, mas o homem que estava lá me ensinou inúmeras lições, duas em especial, sendo a segunda esta frase que gosto bastante:

“Andou, andou e, de tanto andar, nunca mais pode ser alcançado.”

E a frase fala sobre a persistência em ir adiante em direção aos seus objetivos, em direção a desvendar os maiores mistérios da vida, do seu trabalho e do seu conhecimento, também é algo que…

calma!

Ele disse barba feita, mas não é barba bem feita, é sem barba! Putz, e lá estava eu na primeira fileira aprendendo minha primeira lição do dia:

O conceito de barba muda de geração para geração

Hoje se vê muitas referências ao estilo Lumberjack / Lenhador. Lembro nos meus 16 anos, quando a barba começou a aparecer e eu queria usar aquela coisa que “não é lá tão profissional”, diziam. Dos 16 aos 21, fui aprendendo algumas técnicas sobre como lidar com a barba, alguns estilos a se manter e a dar tempo para ela crescer.

Inconsciente gerando consequências comportamentais

“Diga xiiiiis e sorria.” Ehhh, não. :|

Há algumas semanas, descobri um comportamento meu com repercussões na minha barba e que, eu simplesmente, não fazia a mínima noção. É como o típico

“cadê meu celular?”

enquanto corre pela casa com o celular na mão. De forma análoga, passei por um período de extremo estresse recentemente e entendi, finalmente, que os buracos e defeitos que tenho na barba não são fisiológicos, mas sim psicológicos.

“What? Então os pelos caem quando você tá nervoso?”

Não, eu como. Literalmente, como. Por culpa do período de estresse, os defeitos na minha barba se elevaram a um nível extremo e, finalmente, consegui notar que eu tenho a mania de puxar os cabelos com a mão e ficar mastigando. Que negócio estranho, né?!

Ahhh, ArcheAge! Na época de seu lançamento, foi pioneiro em beleza e detalhismo! ❤

Consequências do comportamento

Como detectar, então, comportamentos inconscientes?
  • Procure pelas consequências visíveis.
  • Pergunte a alguém perto de você.
  • Faça um brainstorm com causa.
  • Não se prenda a verdades.
  • Não deixe de procurar.
  • Desista de procurar.
  • Volte a procurar.
  • Encontre.

Sabe, a pior parte é que, como é inconsciente, é muito difícil que você enxergue as consequências desse comportamento e atribua a um fator psicológico. Talvez um momento de extremos, como o meu estresse, seja necessário para te despertar e notar que tem algo errado.

No ArcheAge, fiquei surpreso com o que fiz!

Divertida interface do leilão no ArcheAge

O ArcheAge é um jogo, sabe? E, supostamente, jogos foram feitos para serem jogados. Mas o que significa jogar? Eu me livrei dos meus vícios estudando e usando a psicologia que funciona por trás dos jogos ao meu favor e hoje até trabalho com essa psicologia, mas nesse caso foi diferente, foi algo fora do meu radar.

Eu já entendia algumas manifestações do inconsciente em jogos, sabia quando o jogo não era divertido, mas apenas viciante. No ArcheAge, no entanto, apesar de ter um desempenho médio extremamente superior aos amigos que entraram comigo — e isso não é bom — eu simplesmente parei de “jogar” para ficar na casa de leilões do jogo comprando e vendendo itens virtuais de jogadores. Isso me rendia dinheiro virtual suficiente para comprar o passe mensal ($15) de VIP.

Mas eu fui além, não queria só $15!

Dinheiro faz dinheiro e isso não não muda em ambientes virtuais. Conforme meu aporte financeiro aumentava, eu queria mais e mais. Eu estabelecia metas para meus ganhos no jogo também e, em um dado dia, entrei para bater essa meta, fiquei 2h no jogo, comprando e vendendo itens virtuais, atualizando minhas planilhas e fazendo projeções. Depois, desliguei o computador feliz por ter “jogado”.

Então eu notei: minhas habilidades de negociação superaram, e muito, o padrão dos jogadores e, por isso, “jogar”, que significaria fazer caçadas e missões bem como grupos com os amigos estava fora do meu radar, estava no meu Ponto Cego porque eu, inconscientemente, tinha decidido que fazer transações no leilão me traria muito mais retorno que o resto do jogo!

E aí, de repente, você descobre que há um Ponto Cego, não precisa saber qual, mas você já sabe o Comportamento que vem dele.


Para mais sobre Ponto Cego, leia o próximo artigo

Pontos Cegos (aguarde…)

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